EUA elogiam convocação de embaixadores árabes na Síria

Para Washington, iniciativa de Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita mostra união na condenação a Assad

Reuters

08 de agosto de 2011 | 15h01

WASHINGTON - O Departamento de Estado dos Estados Unidos elogiou nesta segunda-feira, 8, a iniciativa de países árabes de convocar para consultas seus embaixadores na Síria em resposta à violência praticada pelo governo do presidente Bashar Assad. Washington disse que as medidas mostram que a comunidade internacional está unida na condenação das ações do regime sírio.

 

Veja também:

linkForça deve ser último recurso, diz Dilma

linkKuwait e Bahrein convocam embaixadores para consulta

linkSíria substitui ministro da Defesa

especialInfográfico: A revolta que abalou o Oriente Médio

 

O porta-voz do Departamento, Mark Toner, fez o comunicado depois de os governos do Kuwait e do Bahrein convocarem seus embaixadores. Os países seguiram o exemplo da Arábia Saudita, que já havia tomado a iniciativa anteriormente. No domingo, o rei saudita Abdullah pediu o fim da violência e reformas a Damasco.

 

A convocação dos embaixadores ocorre em um momento no qual as atenções da comunidade internacional se voltaram novamente para a Síria devido à violenta repressão do governo contra os protestos pró-democracia no país.

 

Há mais de uma semana o Exército intensificou sua presença nas cidades de Hama, Maret Noman e Deir ez Zor, onde eclodiram novas manifestações contra Assad. A revolta em prol da democracia no país começou em março e, segundo ativistas, os confrontos já deixaram pelo menos 1.686 civis e 401 soldados mortos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.