EUA elogiam México pela captura do narcotraficante 'El Grande'

Segundo Departamento de Estado, ajuda dos EUA no combate ao tráfico de drogas continuará

13 de setembro de 2010 | 18h45

WASHINGTON- O governo dos Estados Unidos elogiou nesta segunda-feira, 13, o México pela captura do narcotraficante Sergio Enrique Villarreal Barragán, conhecido como "El Grande", operação que considera "um passo importante" para desmantelar os cartéis de droga.

 

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Em coletiva de imprensa, o porta-voz do Departamento de Estado, Philip J. Crowley, disse que os Estados Unidos acreditam que as autoridades americanas "continuarão fazendo progressos em seu esforço para desmantelar as organizações do tráfico de drogas".

 

"Temos apoiado autoridades mexicanas por meio de equipes, capacitação e troca de informações importantes de inteligência. E essa cooperação e apoio continuarão", afirmou o funcionário.

 

"El Grande" - principal operador do cartel dos irmãos Beltrán Leyva - e dois cúmplices foram presos no domingo em um condomínio luxuoso na cidade de Puebla, a 130 km da Cidade do México, em uma operação de forças especiais da Secretaria da Marinha do México (Semar), na qual os detidos não opuseram nenhuma resistência.

 

Perguntado sobre as críticas de que o governo americano não faz o suficiente para combater o fluxo de armas ao México, Crowley reiterou as declarações da semana passada da secretária de Estado Hillary Clinton de que a luta antidrogas é uma "responsabilidade compartilhada."

 

Na semana passada, Hillary gerou polêmica no México quando comparou a situação atual do país a Colômbia dos 80 devido ao crescente controle dos narcotraficantes.

 

Vários altos funcionários do governo americano, inclusive o presidente Barack Obama, afirmaram em resposta que o México não é a Colômbia e que as situações não são comparáveis.

 

Perguntado a respeito, Crowley disse que Hillary se referia "ao nível de brutalidade e à escalada que vimos quanto aos métodos e táticas usados por essas organizações do crime internacional e os desafios que representam para as autoridades".

 

Desde que o presidente Felipe Calderón assumiu o poder, em dezembro de 2006, e declarou guerra ao narcotráfico, mais de 28 mil pessoas morreram em ações relacionadas ao crime organizado no país.

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