EUA enfrentam dificuldades na ONU sobre o Iraque

Além do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que ontem veio a público com uma crítica pública à proposta do país para a administração do Iraque, a nova resolução apresentada pelos Estados Unidos também desagradou à França e à Rússia.Desta vez, embora não haja ameaça de veto ao texto, como ocorreu com a proposição que autorizava a guerra contra Saddam Hussein, os EUA correm o risco de não obter nove votos favoráveis no Conselho de Segurança - de quinze membros -, o que levaria a proposta a ser rejeitada. Os países contrários à resolução podem simplesmente abster-se de votá-la. Annan, França, Rússia e Alemanha gostariam de ver uma transição rápida do poder para uma administração iraquiana, que se encarregaria de redigir uma Constituição e de convocar eleições. França e Rússia tem poder de veto no Conselho, assim como EUA, Grã-Bretanha e China.O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que a proposta divulgada pelos EUA ainda pode ser melhorada. Já a chancelaria francesa se disse desapontada com os termos propostos, mas que o texto será analisado com ?cuidado?. O discurso forte de Annan contra a proposta americana poderá influenciar outros países do Conselho, como o México.

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