EUA enfrentam dificuldades para manter coalizão

Para manter as nações muçulmanas unidas na coalizão montada para combater a guerra contra o terrorismo, os Estados Unidos enfrentam ainda mais dificuldades do que na Guerra do Golfo, devido a um maior sentimento antiamericano no Oriente Médio e aos temores, difundidos nesses países, de que eles possam sofrer uma invasão. Depois dos ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, atribuídos a Osama bin Laden, o governo do presidente norte-americano, George W. Bush, obteve manifestações de apoio e ajuda militar de seus aliados tradicionais, como o Egito, e de recentes, como o Paquistão. Mesmo assim, está cada vez mais claro que a coalizão mundial contra o terrorismo é "muito menos sólida do que queríamos e esperaríamos", declarou Ivo Daalder, do Instituto Brookings. "Em teoria, pelo menos, quanto mais longe se vai, fica mais difícil manter a coesão", afirmou ontem o subsecretário de Estado, Richard Armitaje. Alguns países estão cada vez mais receosos de uma ação militar prolongada dos Estados Unidos contra Bin Laden, no Afeganistão. Também estão preocupados com a possibilidade de os EUA atacarem terroristas em outras nações muçulmanas ou árabes, provocando uma repercussão contra os EUA. Ontem, em entrevista coletiva, o presidente Bush falou sobre esta atitude, presente entre os componentes muçulmanos da coalizão. "Aceitaremos qualquer ajuda que um governo possa trazer, com comodidade. Não forçaremos nenhum governo a fazer algo que não possa", declarou Bush. Leia o especial

Agencia Estado,

12 Outubro 2001 | 18h44

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