EUA enfrentam protesto contra falta de segurança no Iraque

Um importante líder espiritual iraquiano, Mohammed Bahr al-Uloum, suspendeu sua participação no Conselho Governante do Iraque, nomeado pelos EUA, em protesto contra a falta se segurança que permitiu o atentado de sexta-feira contra o santuário do Imã Ali, o local mais sagrado do islamismo xiita no Iraque. Ele exige que os assuntos de segurança sejam entregues ao iraquianos, para que os locais sagrados possam ser protegidos.Pelo menos mais sete suspeitos foram presos em conexão com o ataque, disse um policial iraquiano. No atentado, teriam morrido mais de 100 pessoas, segundo ele. Quatro pessoas já haviam sido detidas anteriormente, e teriam confessado ligações com a rede terrorista Al-Qaeda.A rede de TV Al-Arabyia, citando o governador da cidade de Najaf, onde fica o santuário, disse que a explosão foi causada por 700 kg de material, plantado em dois carros. A investigação do atentado está a cargo da polícia iraquiana, mas o FBI poderá ajudar se for requisitado, disse o porta-voz da coalizão anglo-americana que controla o Iraque, Charles Heatley. Segundo ele, a coalizão enviou US$ 200.000 às autoridades de Najaf para compor um fundo de apoio às vítimas, e separou US$ 2 milhões para obras de reconstrução.A coalizão ?rejeita totalmente? as acusações de que não está oferecendo segurança adequada ao Iraque.Na manhã de sábado, uma explosão atingiu o oleoduto de exportação que leva petróleo do Iraque para a Turquia. O incêndio que se seguiu estava descontrolado, adiando ainda mais a retomada da operação. Estima-se que esses atrasos estejam custando US$ 7 milhões ao dia para o Iraque. Este foi o quarto atentado ao oleoduto neste mês.

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