REUTERS/Max Rossi
REUTERS/Max Rossi

Estados Unidos enfrentarão países que cometerem crimes contra inocentes, diz secretário de Estado

Na Itália, para reunião do G-7, Rex Tillerson afirma que país reforçou 'dedicação em responsabilizar qualquer um e todo aquele' que cometer crimes contra a humanidade

O Estado de S.Paulo

10 Abril 2017 | 10h30

SANT'ANNA DI STAZZEMA, ITÁLIA - Os Estados Unidos enfrentarão todos os países um que cometerem crimes contra a humanidade, disse o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, nesta segunda-feira, 10, menos de uma semana após Washington ter lançado um ataque com mísseis na Síria em resposta a um ataque químico suposto cometido pelo governo sírio.

Tillerson está na Itália para um encontro com os ministros de Relações Exteriores dos países do G-7, da qual participarão algumas nações da Europa e o Japão, que esperam esclarecer uma série de questões diplomáticas em relação ao novo governo americano, especialmente sobre a Síria.

"Nós reforçamos nossa dedicação em responsabilizar qualquer um e todo aquele que cometer crimes contra inocentes em qualquer lugar do mundo", disse Tillerson a repórteres durante evento para lembrar as vítimas de um massacre nazista cometido na Itália em 1944.

Os EUA atacaram uma base aérea síria no dia 7 em retaliação pelo que disseram ser um ataque de armas químicas das forças do presidente sírio, Bashar Assad, que matou dezenas de civis, incluindo muitas crianças, na cidade de Khan Shikhoun. 

OS chanceleres europeus querem, por exemplo, entender se Washington se comprometerá com o objetivo de tirar Assad do poder na Síria, ou não. Eles também querem que os EUA pressionem Moscou a se distanciar do governo sírio.

Depois dos dois dias de reunião do G-7, Tillerson viajará para a Rússia onde se encontrará com Vladimir Putin. No fim de semana, o secretário de Estado americano afirmou que derrotar o Estado Islâmico continua sendo a prioridade dos EUA apesar de a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, ter afirmado na sexta-feira que a "mudança de regime" na Síria também é uma prioridade para Trump.

Essas mensagens pouco claras confundiram e frustraram os aliados europeus dos EUA. "Os americanos dizem que concordam (com a saída de Assad), mas não há nada que mostre isso nos bastidores. Eles estão ausentes disso e estão navegando sem rumo, no escuro", disse um alto diplomata europeu de forma anônima.

Itália, Alemanha, França e Grã-Bretanha convidaram os chanceleres de Turquia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Catar para participar da reunião do G-7 na terça-feira e discutir a questão síria. Todos estes países são contrários ao governo de Assad.

Israel. O governo de Israel se manifestou sobre o bombardeio dos EUA a uma base aérea da Síria, o que afirmou ter sido feito por "razões morais" para responder a um ataque químico atribuído - ao governo Assad.

"Fizeram por razões morais, como consequência das duras imagens que chegaram de Idlib, e também para dizer que há um preço pelo uso de armas químicas", declarou no domino o primeiro-ministro israelense, Binyamin  Netanyahu, na abertura da reunião semanal de seu gabinete. / REUTERS e AFP

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