EUA entregam ajuda a rebeldes da Líbia

Carregamento com mais de 10 mil refeições chega a Benghazi; medicamentos devem chegar depois

Agência Estado

10 de maio de 2011 | 16h17

WASHINGTON - O Departamento de Estado dos EUA informou que o primeiro carregamento de suprimentos não letais enviado pelo Exército do país aos rebeldes líbios chegou ao porto de Benghazi nesta terça-feira, 10. Foram entregues mais de 10 mil refeições.

 

Veja também:

especialLinha do Tempo: 40 anos da ditadura na Líbia

especialInfográfico: A revolta que abalou o Oriente Médio

especialEspecial: Os quatro atos da crise na Líbia

 

 

O porta-voz do departamento, Mark Toner, disse que outros carregamentos de suprimentos médicos, botas e equipamentos de proteção pessoal estão a caminho e devem chegar em breve a Benghazi. Ainda nesta semana, o chefe do Conselho Nacional de Transição vai se reunir com graduados integrantes do governo dos EUA, em Washington.

 

 

O carregamento integra um pacote de assistência não letal de US$ 25 milhões autorizado pelo presidente Barack Obama para ajudar os que lutam contra o líder líbio Muamar Kadafi. A ajuda é parte do excedente dos estoques do Exército dos EUA.

 

O governo líbio havia se mostrado descontente com a intenção de países ocidentais em enviar ajuda humanitária aos rebeldes que lutam contra Kadafi, dizendo que a entrada de veículos não autorizados no país caracterizaria uma invasão militar. Barcos que chegavam ao porto de Misrata foram repelidos por disparos das forças leais ao ditador anteriormente.

 

A guerra civil na Líbia gerou uma grande demanta por ajuda humanitária, principalmente nas cidades controladas pelos insurgentes mas cercadas pelas forças do coronel Kadafi, ques está há quase 42 anos no poder. O corte no abastecimento de energia, alimentos e água, além dos constantes bombardeios e tiroteios nessas áreas, fazem com que milhares de pessoas fujam de suas casas ou permaneçam em condições subumanas. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.