EUA enviam alto diplomata a Cuba para discutir migração

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou ontem seu principal vice-secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Craig Kelly, para a Cuba. A missão de Kelly é tratar com autoridades locais de temas relacionados à migração.

AE, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2010 | 12h52

Trata-se do mais graduado funcionário enviado por Obama à ilha comunista até o momento. "As discussões enfocarão a melhor forma de promover a migração segura, legal e organizada entre Cuba e Estados Unidos", afirmou o Departamento de Estado, em comunicado.

A administração Obama retomou no ano passado conversas sobre migração com Cuba, que eram realizadas a cada dois anos, até serem suspensas em 2003 pelo então presidente George W. Bush.

Bisa Williams, outra importante funcionária norte-americana, visitou Havana em setembro, quando discutiu prognósticos para a melhoria das relações bilaterais. Nessa visita foi decidido que seria retomado o serviço postal entre os dois países, suspenso desde 1963. Obama assumiu no ano passado com uma plataforma que previa a aproximação com adversários, incluindo Cuba. Washington rompeu as relações com a ilha em 1961.

A atual administração norte-americana suspendeu limitações a viagens e transferência de dinheiro de cubano-americanos com parentes em Cuba. Mas também pediu que Havana liberte prisioneiros políticos e melhore as liberdades políticas. O governo cubano tem grande interesse pelo diálogo em migração. Havana sofre com o problema de muitos cubanos tentarem ilegalmente seguir para os EUA, enfrentando águas infestadas de tubarões para chegar à Flórida. As informações são da Dow Jones.

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