EUA enviam ambulâncias a Serra Leoa

Os Estados Unidos doaram cinco ambulâncias nesta quarta-feira para ajudar Serra Leoa no combate contra o ebola. O governo do país do Oeste Africano reconheceu que, com a infraestrutura atual, demora até 24 horas para retirar os corpos dos infectados com a doença.

Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2014 | 16h38

Mais de 2,2 mil mortes foram causadas pela pior epidemia de ebola registrada na história. Os doentes costumam usar motocicletas, táxis e outros transportes públicos para chegarem até os hospitais, o que aumenta ainda mais o risco de contaminação com o vírus.

Para evitar o problema, a embaixadora norte-americana em Serra Leoa, Kathleen FitzGibbon, entregou as chaves de cinco ambulâncias ao presidente do país, Ernest Bai Koroma. "Juntos, nós vamos ganhar esta luta", disse Koroma a ela na cerimônia de entrega. Os EUA já gastaram mais de US$ 100 milhões nos esforços para barrar o avanço do surto.

Serra Leoa, Libéria e Guiné - os três países mais afetados pela epidemia - também precisam de equipamentos de proteção para trabalhadores da Saúde e mais macas para pacientes com ebola. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que mais mil camas são necessárias nos centros de isolamento.

A organização dos Médicos Sem Fronteiras informam que os corpos dos mortos pela doença estão sendo deixados nas ruas de Serra Leoa, uma alegação que as autoridades da Saúde do país negam. Mas Ibrahim Ben Kargbo, um conselheiro do presidente, reconheceu que os médicos demoram até um dia inteiro para retirar os corpos porque eles primeiro precisam ser diagnosticados.

O vírus do Ebola é transmitido por meio de fluidos corporais. Os mortos são particularmente contagiosos e precisam ser enterrados com extremo cuidado. Especialistas dizem que a cerimônia tradicional africana de lavar os corpos antes de enterrá-los pode ter sido uma das causas da transmissão da doença.

O Senegal, enquanto isso, anunciou que o único paciente diagnosticado com Ebola no país se recuperou. O doutor Moussa Seydi disse à rádio senegalesa, no entanto, que o jovem ainda sofre psicologicamente após perder diversos parentes para a doença. Fonte: Associated Press.

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