EUA enviam armas para curdos que combatem o Isil no Iraque, diz 'AP'

Departamento de Estado admite que os curdos recebem armas de várias origens, mas não diz se Washington faz parte desse envio

O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2014 | 08h22

WASHINGTON - Os Estados Unidos começaram a enviar diretamente armas para milícias curdas que combatem radicais sunitas do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (Isil, na sigla em inglês) no norte do Iraque, afirmaram fontes do governo Barack Obama à agência Associated Press. Oficialmente, o departamento de Estado admite que os curdos recebem armas de várias origens, mas não diz se Washington faz parte dessa assistência militar. 

Segundo a AP, o governo americano vinha hesitando em fornecer armas para qualquer grupo no Iraque que não fosse o governo central em Bagdá, mas os avanços recentes do Isil teriam feito a Casa Branca mudar de ideia. Ainda de acordo com a agência, estima-se que a CIA participe da operação, uma vez que as armas não procedem do Pentágono.  

Uma fonte do departamento de Estado disse à France Presse que os curdos têm recebido armas de várias origens, de maneira rápida. Questionada se a Casa Branca participa dessa assistência, a fonte limitou-se a dizer que estão ocorrendo diversas negociações em vários países para armar os curdos. 

Ontem, o chanceler francês, Laurent Fabius, defendeu o envio de armas aos curdos e disse que seu governo estudava como fazer isso com a União Europeia. A Alemanha, por sua vez, disse que não exporta armas para zonas de conflito. 

No domingo, forças curdas retomaram duas cidades do controle do Isil no norte do país, dias depois de Obama ter autorizado ataques aéreos contra a milícia radical sunita, que pretende impor um Estado com base na lei islâmica no Iraque e na Síria.  

O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu calma à população americana em meio ao conflito. Na Austrália, ele pressionou pela formação de um novo governo no país. O primeiro-ministro xiita, Nouri al-Maliki, resiste em renunciar.  / AP, AFP e REUTERS

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