EUA enviam mais tropas ao Golfo Pérsico

Os EUA ordenaram hoje o envio de mais tropas, aviões e navios ao Golfo Pérsico para uma possível guerra contra o Iraque, o que provocou o maior aumento no preço do petróleo em dois anos. O envio deverá duplicar o número de 50 mil militares americanos que já estão estacionados nas proximidades do Iraque. Também hoje, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ampliou a lista das mercadorias que, em princípio, não podem ser importadas pelo Iraque, entre elas cinco dúzias de produtos químicos, remédios, produtos eletrônicos e veículos. O Iraque não pode importar armamentos e vários produtos desde a imposição das sanções da ONU após a invasão iraquiana ao Kuwait em 1990. A Rússia e a Síria se abstiveram de votar depois que os EUA insistiram em incluir na lista alguns tipos de caminhões, a fim de evitar que o Iraque adquira produtos com potencial militar. O CS da ONU revisa a lista de produtos proibidos para o Iraque a cada 90 dias. Ainda hoje, os inspetores de armas da ONU visitaram sete lugares, entre eles uma estação de purificação de água, o principal laboratório de saúde do governo, e a fábrica de foguetes Al-Samood, que havia sido inspecionada outras três vezes e cujo gerente acusou os inspetores de agir de "modo provocador". O vice-ministro saudita de Defesa, príncipe Abdel Rahman bin Abdel Aziz, negou hoje a informação publicada pelo jornal The New York Times, segundo a qual a Arábia Saudita permitirá que os EUA usem seu território como base e seu espaço aéreo em caso de guerra contra o Iraque. Segundo o ministro, a Arábia Saudita, assim como outros países, atenderá somente às resoluções da ONU.

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