EUA enviam novas unidades militares a Kandahar

Soldados do Exército dos EUA aterrissaram neste sábado no aeroporto de Kandahar como parte da estratégia americana de rotatividade de suas tropas, enquanto os marines que ainda controlam a base prestavam homenagem a seus camaradas mortos em um acidente aéreo esta semana. Ao mesmo tempo, um porta-voz dos EUA anunciava que os corpos de sete das vítimas do acidente foram resgatados pelos investigadores militares. Os sete cadáveres, disse o major Brad Lowell, porta-voz da sede do Comando Central das forças americanas em Tampa, na Flórida, chegarão à Base Dover da Força Aérea, no estado de Delaware, no domingo ou na segunda-feira. Enquanto cerca de 3.000 fuzileiros navais americanos continuam controlando principalmente a segurança no aeroporto afegão de Kandahar, o coronel Frank Yiercinski, da 101ª Divisão Aerotransportada, disse que pelo menos 2.000 soldados chegarão ao local nos próximos dias para desempenhar "um espectro completo" de operações durante sua permanência limitada e, possivelmente, dar assistência humanitária. Ao responder a uma pergunta sobre o ataque de combatentes desconhecidos contra o aeroporto, Yiercinski disse que "este continua sendo um lugar muito perigoso". Os atacantes dispararam quando um avião que transportava os primeiros prisioneiros da Al-Qaeda e do Taleban para a base naval de Guantánamo, em Cuba, levantava vôo. A isto se seguiu um tiroteio de 40 minutos, o primeiro que ocorreu na base desde sua ocupação pelos marines americanos. A deterioração da segurança na província de Kandahar provoca crescente preocupação. Não só é possível que muitos combatentes talebans e da Al-Qaeda ainda estejam na província, como também os líderes tribais antitalebans desconfiam uns dos outros, e as autoridades acreditam que eles possam ter arsenais em preparação para futuros conflitos étnicos. Enquanto isso, após a base naval americana de Guantánamo, em Cuba, receber ontem os 20 primeiros e mais perigosos prisioneiros afegãos, a Infantaria da Marinha dos EUA esperava hoje pela chegada a essa base da nova remessa de ex-combatentes do Taleban e da Al-Qaeda. Os recém-chegados passaram a noite em suas celas individuais ao ar livre e, embora tenha chovido, os tetos de metal impediram que eles se molhassem, comentou neste sábado o chefe de segurança do acampamento, o coronel do Exército Terry Carrico. Alguns dos detidos rezaram antes de dormir e pela manhã tomaram banho, se alimentaram e fizeram exercícios do lado de fora das celas. Em Havana, o governo de Cuba, que de início ameaçou protestar contra a decisão de confinar prisioneiros extremistas em Guantánamo, declarou-se pronto a colaborar com o plano, oferecendo assistência médica aos prisioneiros, programas de saneamento e luta contra pragas "nas áreas sob nosso controle que circundam a base", destacou uma declaração oficial do governo de Fidel Castro. Leia o especial

Agencia Estado,

12 Janeiro 2002 | 20h25

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