EUA enviam preso de Guantánamo ao Iêmen

Corte norte-americana determinou a libertação de Mohammed Odaini; prisão tem 180 detidos

Efe,

14 de julho de 2010 | 05h46

WASHINGTON - O Pentágono repatriou ao Iêmen um detido de Guantánamo, em cumprimento de uma ordem judicial, deixando agora 180 presos na base americana em Cuba.

"A suspensão das repatriações de iemenitas de Guantánamo segue vigente, devido à situação de segurança que existe nesse país, mas a administração respeita as decisões dos tribunais federais", informa nesta terça-feira, 13,o Departamento de Defesa dos Estados Unidos em comunicado.

Uma corte ordenou no último dia 26 de maio ao governo americano a libertação de Mohammed Odaini, que foi enviado pelo Pentágono ao Iêmen.

"Os EUA vão colaborar com o governo iemenita em tudo o que for possível para aplicar medidas de segurança apropriadas" em relação a Odaini, assinala o comunicado.

Em Guantánamo ainda há 180 detidos, apesar de o presidente americano, Barack Obama, ter prometido que a base seria fechada em janeiro deste ano.

O procurador-geral dos EUA, Eric Holder, se queixou no domingo que o Congresso não aprovou os fundos para adquirir uma prisão no estado de Illinois e transferir para lá os detidos que ainda estão em Guantánamo.

Holder disse que outros estados dos EUA, além de Illinois, se ofereceram para alojar os presos, mas não especificou quais.

"Não há razão para crer que as pessoas detidas em Guantánamo não possam ser presas em qualquer lugar dos Estados Unidos", afirma o procurador-geral.

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