EUA enviaram 49 militares para buscas na Colômbia

O subsecretário de Estado para Assuntos Andinos, Phil Chicola, informa que os EUA enviaram 49 militares para ajudar nas operações de busca e resgate de três cidadãos americanos que foram capturados pela guerrilha quando realizavam tarefas de inteligência no sul do território colombiano. O funcionário do Departamento de Estado indicou que este contingente está colaborando em tarefas de reconhecimento, à procura dos três americanos, que estão em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Em apoio ao esforços de busca que se estão desenvolvendo na Colômbia, mais uns 49 militares americanos foram enviados", disse Chicola, em declarações à rádio Caracol. Falando de Washington, esclareceu que 10 dos 49 militares são membros das forças especiais, enquanto os demais são pilotos, técnicos e mecânicos. Indicou que com o envio destes destes soldados não foi ultrapassado o limite de presença máxima de 400 militares americanos em solo colombiano estabelecido pelo Plano Colômbia contra as drogas, já que este novo contingente não está associado a esse programa de cooperação. Segundo Chicola, atualmente há cerca de 360 militares de seu país dando suporte às forças locais em questões de treinamento e assessoria técnica na guerra contra as drogas. Os três americanos que estão sendo procurados nas selvas do sul do país foram capturados pelas Farc em 13 de fevereiro, quando o pequeno avião em que realizavam tarefas de inteligência caiu - segundo fontes oficiais, devido a falhas no motor; segundo a guerrilha, por ter sido abatido pelos rebeldes. Outro americano e um militar colombiano foram executados pelos rebeldes no local do acidente, disseram as autoridades. Segundo Chicola, "toda a evidência que temos indica que eles (os guerrilheiros) não tiveram nada a ver com a queda do aparelho". "Esse avião estava fazendo reconhecimento fotográfico sobre terrenos plantados com coca. É uma missão que já foi realizada dezenas ou centenas de vezes", acrescentou, ao explicar o trabalho dos tripulantes. Foi confirmado que os estrangeiros trabalhavam para a empresa California Microwave Systems, uma unidade da empresa Northrop Grummam, que fornece sistemas de vigilância para os militares americanos.O americano assassinado foi identificado como Thomas Janis, de 56 anos - um oficial da reserva do Exército que obteve várias condecorações durante sua carreira militar de 32 anos, e que combateu no Vietnã. O subsecretário americano para Assuntos Andinos asssegurou que os autores deste crime algum dia "terão de enfrentar a Justiça colombiana e americana". Também rejeitou as advertências feitas pelas Farc sobre o perigo que corre a vida dos americanos se houver uma tentativa militar de resgatá-los. Quanto à possibilidade de uma troca de reféns por guerrilheiros presos, o vice-presidente colombiano, Francisco Santos, disse hoje que ela é remota, devido à posição intransigente das Farc."O governo tem sido flexível, mudou de posição várias vezes, mas infelizmente são as Farc que não desejam de modo algum abrir uma porta nesse sentido", afirmou Santos.

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