EUA enviarão 300 soldados ao Iraque para aconselhar forças locais

Obama anunciou que os americanos não voltarão ao combate e medidas pontuais serão analisadas quando forem necessárias

O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2014 | 14h46

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira, 19, que vai enviar 300 homens das forças especiais americanas, divididos em grupos, ao Iraque para aconselhar e auxiliar as forças iraquianas no combate aos insurgentes sunitas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isil, na sigla em inglês).

"Os americanos não vão voltar ao combate no Iraque, mas vamos ajudar a população e o país a passar por essa crise", disse Obama em um pronunciamento na Casa Branca. Segundo o presidente, as forças atuarão em Bagdá e no norte iraquiano.

Obama deixou claro, no entanto, que os EUA estão prontos para uma ação pontual se for necessário. "Uma ação militar pontual será analisada quando e se for necessária", afirmou o presidente, acrescentando que está aumentando a segurança da embaixada americana em Bagdá e pode transferir funcionários de lá. "Como eu disse na semana passada, o Isil representa uma ameaça ao Iraque a aos interesses americanos."

O anúncio ocorre um dia depois de o governo iraquiano fazer um pedido público por ajuda da força área americana. Aliados dos EUA na região são contrários ao ataque aéreo.

O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, aliado da Otan, disse que "não vê tais ataques positivamente", dado o risco para civis. Uma fonte na Arábia Saudita disse que potências ocidentais e o Riad, principal governo sunita na região, consideram que o necessário na região é uma mudança política e não uma intervenção estrangeira.

Em seu pronunciamento, Obama voltou a enfatizar que a solução para a crise no Iraque passa por uma mudança política no país. "Quero enfatizar que a melhor resposta (ao conflito) envolve as lideranças do Iraque. Elas precisam superar seus desentendimentos e montar um plano de governo. Não é função dos EUA escolher os líderes do Iraque, o que podemos fazer é ajudar o país e a população a passar por essa crise."

Combates. Nesta quinta, forças do governo iraquiano entraram em confronto com insurgentes do Isil pelo controle da maior refinaria do país.

A refinaria de Baiji, a 200 km da capital Bagdá e perto da cidade de Tikrit, virou campo de batalha. Tropas leais ao governo do país, controlado por xiitas, tentam conter o avanço dos insurgentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isil, na sigla em inglês) e seus aliados, que haviam atacado a área na quarta-feira, ameaçando o fornecimento de energia do país.

Um porta-voz de Bagdá disse que suas forças "controlam completamente" a refinaria, mas testemunhas no local disseram que militantes do Isil continuam no local. / AP e REUTERS

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