EUA enviarão mais mil soldados a caçada à Al-Qaeda

O Pentágono enviará mais mil soldados para tentar encontrar supostos membros da Al-Qaeda escondidos na região conhecida como Chifre da África, onde a guerra de mais de um ano contra o "terrorismo" gerou poucos resultados palpáveis. Os soldados teriam autonomia para iniciar missões de captura em vastas áreas fora do alcance da lei, mesmo que os governos locais não permitam, sugeriu nesta sexta-feira a porta-voz do Pentágono, Victoria Clarke."Haverá circunstâncias nas quais entraremos em áreas sem governo, em busca de membros da Al-Qaeda e não vou dizer mais nada", disse, durante entrevista coletiva. O navio de comando anfíbio USS Mount Whitney - a ser utilizado como quartel-general flutuante no litoral do Djibuti - deixará o porto de Norfolk, Virgínia, na próxima terça-feira, informaram autoridades.Dois dias depois, a mesma embarcação partirá com fuzileiros navais de Camp Lejeune, Carolina do Norte. Eles serão responsáveis pelas operações militares na África, disse hoje o major Steve Cox, porta-voz da base.Os soldados norte-americanos irão se unir a uma força multinacional de milhares de militares já estacionados na região. Já há entre 700 e 800 norte-americanos numa base francesa no Djibuti. Além dos norte-americanos, a base abriga ainda 2.000 soldados franceses, mil alemães e um número semelhante de britânicos.Oficiais do Departamento de Defesa não quiseram ou não souberam informar em quais países atuam os suspeitos de terrorismo no Chifre da África, nem quantos deles transitam pela região.A proporção do problema na região nunca foi clara, mas as ações antiterroristas nesta parte do mundo não foram aparentemente tão eficazes quanto as realizadas em outras áreas.Os oficiais já não afirmam mais, por exemplo, a existência de campos de treinamento de extremistas na Somália, como se alegava logo após os atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.Porém, a região ainda é vista como um potencial refúgio para suspeitos de terrorismo, devido à facilidade de se atravessar as fronteiras. Além disso, o terreno acidentado e ausência de recursos dificultam ainda mais a ação dos governos locais. Vastas áreas sem lei e a grande população muçulmana da região também transformam o Chifre da África num local propício para que os extremistas se refugiem.

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