SABAH ARAR/AFP
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EUA enviarão mil foguetes antitanque para Exército do Iraque combater o EI

Decisão do governo americano foi tomada após jihadistas dominarem a cidade de Ramadi, no domingo; militares iraquianos devem receber o armamento no começo de junho

O Estado de S. Paulo

21 de maio de 2015 | 10h58

WASHINGTON - Os Estados Unidos enviarão mil foguetes antitanque para o Exército do Iraque para ajudar no combate aos veículos-bomba conduzidos por suicidas que o Estado Islâmico (EI) está utilizando para ganhar territórios no país asiático.

Os foguetes devem chegar ao Iraque no início de junho e são uma resposta direta a um pedido de ajuda que o primeiro-ministro iraquiano, Haider Abadi, fez aos EUA durante sua visita a Washington em abril.



O governo de Barack Obama atendeu ao pedido após os últimos avanços dos jihadistas na Síria e no Iraque e depois da queda da cidade iraquiana de Ramadi, considerada estratégica e situada a cerca de 100 quilômetros a oeste de Bagdá, no domingo.

Ramadi é a capital da Província de Anbar, de maioria sunita, por isso o apoio de milícias tribais é crucial, especialmente se Bagdá decidir dar às forças da maioria xiita a responsabilidade de recuperar os territórios perdidos, o que aumentaria os temores de mais violência sectária no país.

A queda de Ramadi, que permitiu que os jihadistas se apoderassem de veículos militares vendidos pelos EUA ao Iraque, poderia retardar a reconquista da cidade de Mossul, a segunda maior do país, ocupada pelo EI. A tomada da cidade é uma das derrotas mais sérias no Iraque desde que Obama decidiu iniciar os bombardeios contra o EI.

Apesar disso, o Departamento de Defesa dos EUA reiterou que sua estratégia contra o EI no Iraque é a correta, e o porta-voz do Pentágono, o coronel Steve Warren, negou que haverá uma revisão na forma como os EUA estão atuando no confronto.

Os Estados Unidos oferecem apoio às forças iraquianas com bombardeios aéreos, informação e assessoria militar, mas se opõem ao envio de tropas terrestres para deter os avanços do grupo jihadista, que no mês passado perdeu a cidade de Tikrit. / NYT e EFE

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