EFE/EPA/SARAH SILBIGER
EFE/EPA/SARAH SILBIGER

EUA esperam novos protestos enquanto relatos de violência policial contra manifestantes aumentam

Expectativa é que principais cidades do país voltem a ter manifestações neste sábado, 6, mesmo dia em que será realizada uma nova cerimônia em memória de George Floyd em sua cidade natal

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2020 | 12h14

NOVA YORK - Os Estados Unidos esperam mobilizações em massa contra a desigualdade racial e a violência policial, neste sábado, 6, quando será realizada uma nova cerimônia em memória de George Floyd. Grandes protestos foram anunciados em muitas cidades americanas, entre elas Nova York, Miami e Washington. Pela manhã, manifestantes já se reuniam no lado de fora da Casa Branca.

A cinco meses das eleições presidenciais e em um momento em que os EUA ainda lutam contra a covid-19, a morte de Floyd pela polícia de Minneapolis desencadeou uma série de protestos globais contra o racismo. Neste sábado, protestos já ocorreram nas principais cidades da Ásia e da Europa, como Tóquio, Berlim e Londres.

A expectativa é por protestos em larga hoje, pois será realizada uma nova cerimônia em homenagem a Floyd. Após uma primeira celebração, realizada na quinta-feira, 4, na cidade de Minneapolis, uma nova celebração ocorrerá na cidade de Raeford, na Carolina do Norte, cidade natal dele.

O avanço dos protestos nos Estados Unidos vem sendo acompanhado pelo aumento da repressão das forças de segurança. Nos últimos dias, vários vídeos foram divulgados mostrando violentas intervenções policiais contra manifestantes pacíficos.

Um deles, publicado na noite de quinta-feira, mostra um manifestante que é empurrado por dois policiais e lançado com força no chão, enquanto está sozinho diante de vários agentes. Isso aconteceu em Buffalo, no estado de Nova York. As imagens rebateram a primeira declaração oficial sobre o incidente, que dizia que o homem empurrado pelos policiais, de 75 anos, teria tropeçado e caído. Em resposta à indignação provocada pelas imagens, os dois policiais envolvidos no episódio foram suspensos. 

Agentes suspensos

Em Nova York, o prefeito Bill de Blasio, que foi vaiado na quinta-feira durante uma cerimônia em homenagem a Floyd, no Brooklyn, por não condenar a brutalidade policial contra manifestantes não violentos, prometeu investigar todos os incidentes denunciados. Disse ainda que medidas disciplinares serão tomadas.

Outros dois policiais foram suspensos, anunciou o chefe de polícia da cidade, Dermot Shea, na sexta-feira, citando "incidentes perturbadores". Um deles apareceu, em um vídeo, empurrando uma mulher para o chão. O outro agente tira a máscara de proteção de um manifestante e lança spray de pimenta contra ele.

Do outro lado do país, no Estado de Washington, a prefeita de Tacoma solicitou a demissão dos policiais envolvidos na morte de um homem negro em 3 de março, depois que um novo vídeo foi divulgado na internet. Na gravação, os agentes parecem agredir o homem, que morreu sob custódia policial.

Em Indianápolis, no Meio-Oeste dos EUA, a polícia iniciou uma investigação, após a circulação de outro vídeo que mostrava pelo menos quatro policiais agredindo uma mulher com cassetetes e lançando gás lacrimogêneo./ AFP

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