AP Photo/Ariana Cubillos
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EUA esperam que diálogo na Venezuela leve a mudanças ‘significativas’ para população

Porta-voz do Departamento de Estado disse que Washington confia no processo e destacou que é preciso encontrar uma solução para os desafios econômicos e políticos do país, ‘começando pelo respeito aos direitos humanos e aos processos democráticos’

O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2016 | 10h43

WASHINGTON - Os EUA esperam que o diálogo político na Venezuela leve a uma mudança "significativa" na vida dos venezuelanos e na convocação de um referendo revogatório contra o presidente Nicolas Maduro, disse na quarta-feira um alto funcionário do Departamento de Estado.

"Estamos completamente dedicados a ver que esse diálogo tenha êxito para que, como resultado disso, uma mudança real e significativa na vida diária dos venezuelanos em todo o país possa ser vista e desfrutada", disse John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado.

Dois dias depois do início das negociações entre o governo e a oposição, insultos e acusações cruzadas entre as partes voltaram a surgir. Kirby, no entanto, ressaltou que Washington continua confiando no processo, e destacou a presença do subsecretário de Estado americano para Assuntos Políticos, Thomas Shannon, em Caracas, onde ficou até quarta-feira.

"Continuamos acreditando no diálogo efetivo entre os venezuelanos", afirmou o porta-voz, que mencionou a situação dos direitos humanos e a realização de um referendo revogatório contra Maduro, o qual a oposição tenta empurrar, mas que foi suspenso pelo poder eleitoral.

É "um passo necessário" para encontrar uma solução para os desafios econômicos e políticos, "começando pelo respeito aos direitos humanos e aos processos democráticos, incluindo o direito constitucional dos venezuelanos de participar de um referendo revogatório", disse Kirby.

O governo e a coalizão opositora Mesa da União Democrática (MUD) iniciaram as negociações no domingo, sob a mediação do Vaticano e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Em meio ao diálogo, o governo liberou na segunda-feira cinco opositores, e a oposição suspendeu no dia seguinte um processo sobre a responsabilidade de Maduro pela crise no país.

As tensões, entretanto, voltaram a surgir, depois que Maduro chamou de "terrorista" o partido Voluntad Popular, fundado pelo líder opositor preso Leopoldo López. / AFP

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