Ivan Pierre Aguirre/The New York Times
Ivan Pierre Aguirre/The New York Times

EUA esperam queda de 25% da imigração do México em junho 

Segundo secretário americano de Segurança Interna, queda deve ser de 25%, graças ao cerco das autoridades mexicanas aos centro-americanos

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2019 | 21h53

WASHINGTON - As prisões ao longo da fronteira dos EUA com o México devem cair 25% este mês, segundo o secretário interino de Segurança Interna, Kevin McAleenan. Ele atribuiu essa redução ao cerco das autoridades mexicanas aos imigrantes da América Central e à expansão de programas que exigem que postulantes a asilo dos EUA esperem pelo julgamento de seus pedidos fora do território americano. 

Autoridades dos EUA detiveram mais de 144 mil pessoas na fronteira em maio, o mais alto número desde 2006. Após o presidente Donald Trump ameaçar impor tarifas às exportações mexicanas, o presidente Andrés Manuel López Obrador concordou em enviar milhares de soldados para interceptar imigrantes e prevenir entradas ilegais do México para os EUA. 

“Está claro que nas últimas três semanas, desde que o governo alcançou um novo acordo com o México, temos visto um aumento substancial no número de interdições na fronteira sul mexicana”, disse McAleenan a jornalistas nesta sexta-feira, 28. 

O secretário interino elogiou os congressistas por terem aprovado, na quinta-feira, US$ 4,6 bilhões em fundos de emergência para apoiar financeiramente instalações ao longo da fronteira entre EUA e México, um raro acordo bipartidário no atual Congresso americano. 

McAleenan afirmou que os fundos serão usados para melhorar as condições dos superlotados centros de processamento e detenção de imigrantes. O acordo foi aprovado em meio a uma crescente crise pelas condições dos alojamentos dos menores, algumas vezes sem sabonetes, pasta de dentes ou chuveiros, com pouca supervisão de adultos e comida insuficiente. 

‘Dreamers’ 

A Suprema Corte americana decidiu ontem examinar se o presidente Trump pode cancelar o programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA), que protege da deportação centenas de milhares de imigrantes que chegaram ilegalmente ao país quando crianças (os chamados “Dreamers”).

O Supremo, com uma maioria conservadora, informou ter concordado em abordar três decisões de primeira instância que bloquearam a iniciativa de Trump de encerrar, em 2017, o DACA, criado em 2012 por seu antecessor, Barack Obama. O programa protege quase 700 mil “Dreamers” dos 1,8 milhão estimados nos EUA. / W. POST e AFP 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.