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John MacDougall/AFP
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EUA espionaram Merkel e outros políticos europeus com ajuda de dinamarqueses, diz imprensa

Investigação conjunta de cinco emissoras de TV e dois jornais afirma que Agência de Segurança Nacional americana vigiou altos funcionários de Alemanha, Suécia, Noruega e França

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2021 | 21h54

COPENHAGEN - Os Estados Unidos espionaram políticos na Europa, inclusive a chanceler alemã, Angela Merkel, de 2012 a 2014, com a ajuda dos serviços de Inteligência dinamarqueses, noticiaram neste domingo, 30, vários veículos de comunicação dinamarqueses e europeus.

A TV pública dinamarquesa Danmarks Radio (DR) afirma que a Agência de Segurança Nacional (NSA) americana se conectou a cabos de telecomunicações dinamarqueses para espionar altos funcionários de Alemanha, Suécia, Noruega e França.

Para fazê-lo, a NSA aproveitou uma cooperação de vigilância que tinha com os serviços de Inteligência militares dinamarqueses FE.

A DR revelou a informação após uma investigação realizada em conjunto com a emissora sueca SVT, a norueguesa NRK, as alemãs NDR e WDR e os jornais alemão Suddeutsche Zeitung e francês Le Monde.

A ministra dinamarquesa da Defesa, Trine Bramsen, nomeada em junho de 2019, foi informada sobre o caso em agosto de 2020, segundo a DR. Consultado pela Agência France-Presse, o Ministério da Defesa dinamarquês não se manifestou, mas Bramsen declarou à DR que "a espionagem sistemática por parte de aliados é inaceitável". Não foi demonstrado que a Dinamarca estivesse a par de que os Estados Unidos usaram seu sistema de vigilância para espionar seus vizinhos.

Angela Merkel, o então ministro das Relações Exteriores da Alemanha,  Frank-Walter Steinmeier, e o então líder da oposição, Peer Steinbruck, estão entre as pessoas espionadas pela NSA, segundo a DR.

A NSA teve acesso a mensagens de texto, chamadas telefônicas e registros da Internet, incluindo pesquisas, chats e serviços de mensagem instantânea, segundo a DR.

A espionagem da NSA consta de um relatório interno da FE com o nome "Operação Dunhammer" e foi apresentado à direção da FE em maio de 2015, segundo a TV pública dinamarquesa.

A DR afirma ter confirmado a informação através de nove fontes que tinham acesso à informação sigilosa da FE, e garante que suas revelações foram confirmadas por outras fontes independentemente.

Nem a FE, nem seu então diretor, Lars Findsen, comentaram a informação.

O caso de espionagem teria ocorrido durante e depois o caso Snowden, em 2013. Um funcionário da NSA revelou a existência de um sistema de vigilância global das comunicações e da Internet contra, sobretudo, os alemães e em particular o telefone celular da chanceler.

Em novembro de 2020, a RD já tinha informado que os Estados Unidos usaram cabos dinamarqueses para espionar as indústrias de defesa dinamarquesas e europeias de 2012 a 2015. /AFP

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