EUA estão inquietos com expansão do Irã na América do Sul

Análise

Marifeli Perez-Stable, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2010 | 00h00

Brasil e Turquia, membros do Conselho de Segurança, acabam de se proclamar contrários a novas sanções ao Irã. Desde a eleição de Mahmoud Ahmadinejad, em 2005, o Irã abriu embaixada na Colômbia, Chile, Equador, Uruguai e Bolívia. Já mantém relações com Cuba, Argentina, Brasil, México e Venezuela. Desde 2007, as importações iranianas da América Latina cresceram 250% (US$ 2,5 bilhões).

Os EUA estão inquietos com essa aproximação. Em janeiro de 2009, o secretário de Defesa, Robert Gates, declarou que estava mais preocupado com a "atividade subversiva" do Irã na América do Sul do que com as manobras da Marinha russa na região. Washington deveria tratar o Brasil da mesma forma que trata Rússia, China e Índia, mas isso é difícil: o Brasil é um país da América. Espero que EUA e Brasil se entendam melhor agora do que nos anos 90, na época da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

ARTICULISTA DO SERVIÇO "MCCLATCHY NEWSPAPERS

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