EUA estão 'preocupados' com ação contra refugiados em Darfur

Polícia sudanesa atacou campo; pelo menos 30 pessoas morreram e outras dezenas ficaram feridas

Efe,

26 de agosto de 2008 | 05h23

Os Estados Unidos expressaram nesta segunda-feira, 25, sua "preocupação" pelo ataque de forças de segurança sudanesas a um campo de refugiados no sul de Darfur. O país afirmou que este tipo de ação é "deplorável" e viola o direito internacional. Em comunicado, o Departamento de Estado americano reagiu à operação policial sudanesa contra o campo de refugiados de Kalma, situado nas proximidades de Niyala, capital do sul de Darfur. Ação matou pelo menos 30 pessoas e feriu outras dezenas, segundo o responsável tribal Mohammed Ibrahim Adam. "Pedimos ao governo sudanês que investigue rigorosamente este incidente e que garanta que ações como essa não voltem a se repetir", disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Robert Wood. Ele declarou que os EUA "deploram toda violência em Darfur", e lembrou ao governo sudanês e a todas as partes o compromisso que assumiram no acordo de paz de Darfur. Como disse nesta segunda Adam à Agência Efe, as forças de segurança sudanesas dispararam indiscriminadamente contra os refugiados, depois que estes rejeitaram a entrada dos policiais no acampamento, que acolhe cerca de 90 mil deslocados. As forças da ordem chegaram ao lugar em mais de cem veículos com o pretexto de apreender armas, de acordo com a fonte.

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