REUTERS/Andres Martinez Casares
REUTERS/Andres Martinez Casares

EUA estão prontos para impor novas sanções à Venezuela após votação da Constituinte

Funcionários do governo americano disseram que as novas medidas podem ser anunciadas ainda nesta segunda-feira e devem ter como o alvo o setor petrolífero do país

O Estado de S.Paulo

31 Julho 2017 | 13h16

WASHINGTON - O governo de Donald Trump está pronto para impor novas sanções à Venezuela, segundo funcionários americanos. A medida é uma resposta à eleição da Assembleia Constituinte na Venezuela, realizada no domingo 30 que concede ao líder chavista Nicolás Maduro poderes ilimitados.

As fontes disseram que as novas sanções podem ser impostas o mais cedo possível, ainda nesta segunda-feira, 31, e provavelmente terão como alvo o setor petrolífero do país, incluindo sua estatal PDVSA. Os funcionários não estavam autorizados a discutir o assunto publicamente e falaram sob condição de anonimato.

Recentemente, a administração Trump impôs sanções a 13 funcionários do governo Maduro por seu envolvimento na repressão dos manifestantes, na convocação da Constituinte e em casos de corrupção. Washington havia alertado que novas medidas seriam tomadas se Maduro insistisse com a votação da Constituinte.

A porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, disse que a nova Constituinte "é projetada para substituir a Assembleia Nacional, que foi eleita legitimamente, e enfraquecer o direito do povo venezuelano de autodeterminação".

"Os EUA apoiam a população da Venezuela e seus representantes constitucionais em sua busca para restaurar o país e transformá-lo em uma democracia próspera”, afirmou Heather. “Continuaremos a tomar decisões fortes e rápidas contra os arquitetos do autoritarismo na Venezuela, incluindo aqueles que participam da Assembleia Nacional Constituinte.”

Funcionários do governo americano já tinham dito que os EUA estavam considerando impor sanções contra o setor petrolífero da Venezuela. Segundo as fontes, os EUA poderiam bloquear a venda de petróleo "leve" americano que a Venezuela mistura com o seu combustível para exportação.

“A eleição fraudulenta de Maduro é outro passo em direção à ditadura. Não aceitaremos um governo ilegítimo. O povo venezuelano e a democracia prevalecerão”, escreveu a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, em sua conta no Twitter no domingo.

Ao todo, 6.120 candidatos concorreram às 545 vagas da Assembleia Constituinte, boicotada pela coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que denuncia o projeto de Maduro como uma “fraude” que acabará com a democracia na Venezuela. / ASSOCIATED PRESS

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