EUA estarão prontos para atacar Iraque em seis meses

Os EUA poderiam lançar uma ação militar contra o Iraque nos próximos seis meses e suas forças estariam prontas para um ataque já em dezembro. A avaliação é do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (sigla em inglês, IISS), importante grupo de estudos internacional. Se as Nações Unidas aprovarem uma dura resolução sobre o desarmamento iraquiano, poderia evitar o conflito no curto prazo. "Porém, é mais provável que uma guerra seja travada nos próximos seis meses", disse o diretor do IISS, John Chipman.Segundo ele, enquanto Washington aceita considerar uma solução diplomática, os militares americanos estão preparando planos para uma possível operação. "O presente mantra do Pentágono é: se você quer a paz, se prepare para a guerra; se você quer uma coalizão, se prepare para lutar unilateralmente", afirmou o diretor do IISS, em entrevista coletiva, após almoço anual do Equilíbrio Militar do IISS, uma respeitada revisão das forças militares do mundo.Perguntado quando uma ofensiva militar dos EUA contra o Iraque poderia começar, o diretor-assistente do IISS, Steve Simon, disse que dependeria do tamanho da força a ser utilizada. Levaria meses para preparar uma grande força de 250.000 soldados, mas os EUA poderiam começar uma ofensiva com as 60.000 tropas que já estão na região, explicou. "As operações militares poderiam começar em dezembro, se Washington optar por uma força de ataque leve", avaliou.Os comandantes dos EUA enfrentam muitas variáveis em qualquer confronto com o Iraque, principalmente em relação à disposição dos militares iraquianos de combater, avaliam. Os EUA estão promovendo uma campanha de propaganda para tentar voltar generais-chave contra Saddam Hussein. Uma guerra poderia durar de "10 minutos a 10 meses", segundo Simon, dependendo se os militares iraquianos derrubem Saddam ou se unidades-chave lutem em Bagdá com comandantes aliados relutantes em invadir a cidade.Se os EUA removerem o regime de Saddam, Washington enfrentará o desafio de colocar um novo governo no poder e ajudá-lo a sobreviver, disse o diretor do IISS. E ainda há um desafio ainda maior, de tentar garantir a paz e a estabilidade no Oriente Médio. "Depois de qualquer guerra contra o Iraque, os EUA e seus aliados terão não apenas de se engajar no processo de construção da nação, mas de fazer a ´construção da região´ no Oriente Médio", advertiu.

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