Arshad Arbab/Efe
Arshad Arbab/Efe

EUA estavam prontos para superar resistência

Brigada americana ficou a postos para intervir caso militares enfrentassem oposição das forças paquistanesas durante operação contra Bin Laden

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2011 | 00h00

Os EUA mantiveram uma brigada a postos para intervir caso a missão dos Seals enfrentasse resistência das forças de segurança do Paquistão durante a operação para matar Osama bin Laden. As informações divulgadas pela imprensa americana acrescentam que os americanos preferiram agir desta forma a informar as autoridades de Islamabad, em um claro sinal de que não confiavam na administração paquistanesa.

O plano inicial previa que dois helicópteros com tropas adicionais ficariam no Afeganistão, sendo enviados apenas em caso de necessidade. Mas a distância talvez os impedisse de chegar a tempo para socorrer os Seals se houvesse confronto. O presidente Barack Obama decidiu, ao levar isso em consideração, que seria melhor enviar os aparelhos com os Black Hawks com os Seals. Eles ficaram dentro do Paquistão, mas não exatamente na cidade de Abbottabad.

Graças à decisão, quando um dos Black Hawks caiu, os Seals puderam ser resgatados. De acordo com o New York Times, especialistas em direito e em questões islâmicas também serviram na retaguarda para ajudar nos procedimentos posteriores à morte do líder da Al-Qaeda.

O governo americano tem pressionado o Paquistão a investigar se integrantes do serviço de inteligência tinham conhecimento da presença de Bin Laden no país. No entanto, nos últimos dias, as autoridades americanas passaram a evitar mais ataques a Islamabad, pois querem interrogar as mulheres de Bin Laden. Ao mesmo tempo, os EUA demonstraram irritação com o vazamento do nome do chefe da CIA no Paquistão.

Em Washington, aos poucos, o debate passa a ser sobre como ficará a guerra do Afeganistão depois da morte de Bin Laden. O senador John Kerry, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado e aliado de Obama, disse que "é preciso redefinir urgentemente como ficará a missão dos EUA" no país, acrescentando que os gastos de US$ 10 bilhões por mês são "insustentáveis".

O Congresso dos EUA divide-se entre os que acham melhor uma saída antecipada e outros que consideram arriscado abandonar o Afeganistão, abrindo o caminho para o retorno de terroristas. Esta divisão não segue linhas partidária e há defensores dos dois lados.

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