Carlos Barria/REUTERS
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EUA estudam exigir vacinação de visitantes estrangeiros para entrada no país

Medida seria primeiro passo para abrandar restrições em vigor

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2021 | 19h13

WASHINGTON - Os Estados Unidos estudam pedir um comprovante de vacinação completa contra a covid-19 para autorizar a entrada de turistas estrangeiros no país. O plano, que está em discussão na Casa Branca, ajudaria a abrandar restrições que impedem a entrada de viajantes provenientes de diversos países, que atualmente veta a entrada em solo americano de viajantes de países mais afetados pela pandemia, entre eles o Brasil. 

A Casa Branca não tem planos para suspender imediatamente todas as restrições, informou o oficial, porque o número de casos de coronavírus no país continua aumentando e a variante Delta se propaga rapidamente. Além disso, ainda não há indicações de quais vacinas seriam aceitas num futuro plano.

No mês passado, a agência Reuters informou que a Casa Branca estava considerando exigir que os visitantes estrangeiros fossem vacinados quando as restrições de viagem fossem abrandadas.

O funcionário acrescentou que "os grupos de trabalho estão desenvolvendo um processo de política e planejamento a ser preparado para quando chegar o momento certo de transição para este novo sistema".

Alguns outros países, incluindo Canadá e Reino Unido, estão abrandando ou suspendendo as restrições para americanos vacinados. A Casa Branca manteve discussões com companhias aéreas e outros atores sobre como implementaria uma política de exigir vacinas para visitantes estrangeiros.

Existem outras questões que a administração Biden deve responder, incluindo que prova aceitaria de vacinação e se os Estados Unidos aceitariam vacinas que alguns países estão usando, mas que ainda não foram autorizadas pelos órgãos reguladores dos EUA.

Os Estados Unidos atualmente proíbem a entrada da maioria dos cidadãos não americanos que nos últimos 14 dias estiveram no Reino Unido, em alguma das 26 nações que compõem o espaço Schengen, e na Irlanda, China, Índia, África do Sul, Irã e Brasil.

As extraordinárias restrições a viagens ao país foram impostas pela primeira vez à China, em janeiro de 2020, para evitar a disseminação da covid-19. Desde então, dezenas de outros países foram adicionados. 

As fontes ouvidas pela agência Reuters afirmaram que nenhuma decisão foi tomada até o momento. O governo Biden também tem conversado com as companhias aéreas dos EUA sobre o estabelecimento de rastreamento de contato internacional para passageiros. /REUTERS

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