AFP PHOTO / JUAN BARRETO
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EUA estudam sanções contra cúpula chavista e petróleo venezuelano

Venezuela vende 44% de sua principal commodity para os Estados Unidos, que tem no país apenas 8% de suas importações

O Estado de S.Paulo

18 Julho 2017 | 18h46

CARACAS- Um dia depois de o presidente americano, Donald Trump ameaçar a Venezuela com “punições econômicas”, o governo dos Estados Unidos informou nesta terça-feira, 18, que estuda novas sanções à cúpula chavista se a Venezuela levar adiante os planos de realizar uma Assembleia Nacional Constituinte. Na mira, estão dois dos principais assessores do presidente Nicolás Maduro: O ministro da Defesa Vladimir Padrino López, que controla o Exército, e o deputado Diosado Cabello, homem forte do governo. 

Segundo fontes da Casa Branca citados pela agência Reuters dizem que outras opções seguem sendo avaliadas, até mesmo um veto a exportação de petróleo venezuelano. Os EUA compram da Venezuela 857 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a 44% da produção diária atual do país. O petróleo venezuelano, por sua vez, corresponde a 8% da importação diária americana.

 Mais cedo,o governo venezuelano rechaçou as ameaças feitas por Trump e disse que nada impedirá a realização da Constituinte. “Hoje, o povo venezuelano é livre e responderá unido ante a insolente ameaça feita por um império xenófobo e racista”, afirmou o chanceler.

Moncada acusou a oposição venezuelana de ter arrastado o presidente Trump a cometer uma agressão aberta contra um país latino-americano. 

A Venezuela atravessa uma grave crise provocada pela escassez de moeda forte e aumento do déficit fiscal, agravada pelo endividamento do governo, queda no preço do petróleo e sucateamento da PDVSA, a estatal do petróleo. O país sofre com um cenário hiperinflacionário e escassez de remédios e alimentos. 

Reação. Ainda ontem, o governo venezuelano reagiu ontem à pressão internacional contra seu projeto de Assembleia Nacional Constituinte e proibiu a entrada no país de ex-presidentes latino-americanos que auxiliaram a coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) na realização de uma consulta informal contra o projeto, que teve 7,2 milhões de votos. 

Foram declaradas personas no gratas os ex-presidentes Jorge Quiroga, da Bolívia, Andrés Pastrana, da Colômbia, Laura Chinchilla e Miguel Ángel Rodríguez, da Costa Rica, observadores do plebiscito simbólico realizado no domingo pela oposição.

Anteriormente, o ex-presidente mexicano Vicente Fox também foi declarado persona non grata por ter atuado como observador na consulta contra o Nicolás Maduro e sua convocação para uma Assembleia Constituinte.

“Não entrarão mais na Venezuela: abusaram da generosidade de nosso povo. É justiça que será entendida pelos que amam seu país”, afirmou o chanceler venezuelano Samuel Moncada no Twitter. / EFE, REUTERS e AFP

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