EUA esvaziam missão no Iêmen e reforçam alerta

Washington orienta seus cidadãos a deixar país árabe e reafirma risco de ataque da Al-Qaeda; Londres ordena saída de diplomatas

NYT

07 de agosto de 2013 | 00h14

LONDRES - Depois de dias com frequentes alertas antiterrorismo, interdições de entornos de representações diplomáticas em países do Oriente Médio e do Norte da África e fechamentos das missões nessas regiões, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha acentuaram ainda mais as precauções de segurança nesta terça-feira no Iêmen.  Washington retirou funcionários “não emergenciais” do território iemenita e aconselhou os americanos a deixar o país imediatamente. Londres afirmou que toda sua comitiva diplomática foi retirada da capital, Sanaa, “em razão de crescentes preocupações de segurança”.

Os avisos de terça-feira foram emitidos depois do fechamento de cerca de 20 missões diplomáticas dos EUA em países muçulmanos, em razão, segundo relatos das autoridades, de mensagens interceptadas do principal líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri. Segundo as interceptações, o terrorista teria ordenado que o braço do grupo no território iemenita realizasse um ataque.

“O Departamento de Estado dos EUA adverte cidadãos americanos sobre o alto nível de ameaça à segurança no Iêmen em razão de atividades terroristas e distúrbios civis”, disse a chancelaria de Washington em um comunicado oficial. “O departamento alerta para que os cidadãos americanos adiem viagens para o Iêmen e aos cidadãos americanos que atualmente vivem no Iêmen que partam imediatamente.” A diplomacia americana afirmou que “ordenou a saída do pessoal não emergencial do governo dos EUA no Iêmen em virtude do potencial contínuo de ataques terroristas”.

Segundo o comunicado do governo americano, o “nível de ameaça no Iêmen é extremamente alto”, em razão do potencial de ataques terroristas e distúrbios civis. “As organizações terroristas, incluindo a Al-Qaeda na Península Arábica, continuam ativas em todo o Iêmen”, disse o órgão. “O governo dos EUA continua altamente preocupado com possíveis ataques a cidadãos americanos (seja em visita ou residentes no Iêmen) e instalações dos EUA.”A Al-Qaeda na Península Arábica é considerada uma das facções mais sofisticadas da rede terrorista fundada por Osama bin Laden e tentou realizar uma série de ataques contra os EUA nos últimos anos.

O mais recente alerta do Departamento de Estado foi emitido horas depois de um ataque de drones, aviões não tripulados, dos EUA contra a Al-Qaeda no Iêmen. Segundo as autoridades iemenitas, pelo menos quatro supostos militantes foram mortos durante a ação. Não ficou imediatamente claro se os dois fatos estavam ligados. Autoridades americanas raramente discutem o programa de drones no Iêmen.

De acordo com informações publicadas pela imprensa dos EUA, as missões americanas no exterior foram fechadas depois que agentes de inteligência interceptaram mensagens de Zawahiri, que substituiu Bin Laden no comando da Al-Qaeda, para o líder do braço da organização no Iêmen, Nasser al-Wuhayshi, ordenando um ataque previsto para ocorrer no domingo passado. / NYT

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