EUA, europeus e árabes pedem resolução contra Bashar Assad

Pressão conjunta no Conselho de Segurança da ONU pretende aprovar esta semana medida que exija saída de ditador

GUSTAVO CHACRA , CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2012 | 03h02

Com as tropas sírias lançando uma ampla ofensiva contra os opositores de Bashar Assad nos arredores de Damasco, os EUA, seus aliados europeus e a Liga Árabe pressionam hoje, em reunião do Conselho de Segurança (CS) da ONU, por uma resolução que, ainda esta semana, exija ao ditador que deixe o poder.

"O Conselho de Segurança precisa agir agora, diante da repressão brutal do regime sírio contra seu povo. Dessa forma, uma transição democrática pode ter inicio", disse a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, que participa dos debates de hoje juntamente com outros chanceleres e o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby.

O texto da resolução, apresentado pelo Marrocos, tem como base o plano de paz da Liga Árabe e prevê que Assad transfira o poder a seu vice, que lideraria uma transição para democracia em acordo com a oposição.

A resolução enfrenta a oposição da Rússia, que a pretende vetar caso o esboço atual se mantenha.

Para a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, "não há necessidade de prorrogar as negociações". "O texto não fala em uso da força, como alguns têm alegado." Os EUA e as nações europeias ainda mantêm uma série de canais de negociações com os russos e tentarão chegar a um acordo até a sexta-feira. Dez dos 15 membros do CS defendem a resolução. A China, que como a Rússia tem poder de veto, não se posicionou. O Brasil não integra mais o órgão.

Na Síria, as tropas de Assad atacaram ontem áreas controladas por dissidentes nos arredores de Damasco, matando dezenas de pessoas, segundo opositores.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.