EUA: Exército investiga possível briga antes de ataque

O tenente-general Mark Milley, da base do Exército dos Estados Unidos de Fort Hood, no Texas, afirmou nesta quinta-feira que existe "uma forte possibilidade" de que o atirador que matou três pessoas e feriu outras 16 ontem no local discutiu com um ou mais soldados antes dos disparos. Milley assinalou que "não há indícios até agora" de que o soldado Ivan Lopez tinha um alvo específico, mas ponderou que esperaria "o resultado da investigação" para confirmar.

AE, Agência Estado

03 de abril de 2014 | 19h25

Conforme o militar, investigadores avaliavam se Lopez teve de fato "uma altercação verbal" com outro soldado ou soldados antes de começar a atirar. Ele salientou ainda que há "evidências muito fortes" de que Lopez tinha um histórico médico indicando condição psicológica instável.

Milley confirmou ainda que o soldado comprou a arma usada nos disparos na mesma loja que outro atirador que atacou a mesma base em 2009. Lopez adquiriu uma pistola de calibre 45 da loja Guns Galore, em Killeen, no Texas, em 1º de março. Esse é o mesmo local onde Nidal Hassan adquiriu a arma que usou para matar 13 pessoas no ataque de 2009. Um funcionário da loja testemunhou na corte marcial de Hasan no ano passado. Empregados da Guns Galore não quiseram comentar o ataque de ontem.

Ainda de acordo com Milley, aparentemente Lopez entrou em um dos prédios da base na quarta-feira e começou a disparar a pistola semiautomática. Ele então entrou em um veículo e continuou atirando antes de entrar em outro prédio. Eventualmente foi confrontado pela polícia militar no estacionamento, de acordo com o tenente-coronel. Quando chegou a seis metros de uma policial, o atirador colocou as mãos para cima, mas então abaixou uma delas e pegou a arma em sua jaqueta. A policial sacou sua própria arma, porém o suspeito colocou a arma contra sua própria cabeça e puxou o gatilho, segundo o tenente-general.

Lopez cresceu em Guayanilla, uma cidade de menos de 10 mil habitantes na costa sudoeste de Porto Rico, com uma mãe que era enfermeira em uma clínica pública e um pai que fazia a manutenção de uma empresa concessionária de energia elétrica. Glidden Lopez Torres, que se disse amigo da família, afirmou que a mãe de Lopez morreu de um ataque cardíaco em novembro. O soldado estava chateado por ter recebido licença de apenas 24 horas para participar do funeral dela, que foi adiado por quase uma semana para que ele pudesse estar lá, afirmou o amigo. A licença foi então estendida para dois dias.

Lopez se juntou à Guarda Nacional da ilha em 1999 e serviu em uma missão de paz de um ano na Península do Sinai, no Egito, em meados da década de 2000. Ele se alistou no Exército norte-americano em 2008, segundo a instituição. Fonte: Associated Press.

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