EUA exige liberação de diplomata preso no Paquistão

Os Estados Unidos exigiram a liberação imediata de um diplomata norte-americano preso pela polícia do Paquistão após matar dois homens que, aparentemente, tentaram assaltá-lo. O governo norte-americano argumentou que a detenção fere as leis internacionais.

AE, Agência Estado

29 de janeiro de 2011 | 13h02

O diplomata em questão, Raymond Davis, trabalha no serviço de segurança do consulado dos EUA em Lahore, segunda maior cidade paquistanesa. Os dois supostos ladrões estavam numa motocicleta e tentaram interceptar o carro de Davis, que reagiu. Um pedestre foi atropelado e morto por outro veículo do consulado, enquanto seus ocupantes tentavam livrar o norte-americano da situação.

A embaixada dos EUA na capital, Islamabad, disse, por meio de um comunicado divulgado hoje, que a prisão e detenção de Davis pela polícia de Lahore violou a Convenção de Viena, de 1961, que trata das relações diplomáticas, e que garante imunidade a diplomatas que servem no exterior.

O comunicado não cita o nome do diplomata, mas diz que ele agiu em defesa própria quando confrontado por dois homens que já tinham ficha criminal. Nenhuma autoridade paquistanesa quis comentar o assunto e o incidente pode exacerbar a tensão nas relações entre ambos os países. As informações são da Dow Jones.

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