EUA exigem que Síria 'pare de massacrar seu próprio povo'

Líderes americanos pedem ação concreta da ONU contra repressão do regime de Bashar Assad

Associated Press

01 de agosto de 2011 | 20h28

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos condenou com veemência a violenta repressão às manifestações da oposição por parte das forças de segurança da Síria e pediu que o regime do presidente Bashar Assad "cesse o massacre" de seus próprios cidadãos. Nesta segunda-feira, 1º, a cidade de Hama, no oeste do país, sofreu o segundo dia seguido de ataques do Exército.

 

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O presidente americano, Barack Obama, disse que os últimos ataques nos manifestantes pró-reforma, lançados no início do mês sagrado do islã, o Ramadã, são "ultrajantes". Já a secretária de Estado, Hillary Clinton, afirmou que as ações destacam "a brutalidade do regime de Assad". A diplomata pediu que o Conselho de Segurança das Nações Unidas tome medidas concretas contra o governo sírio.

 

 

O órgão se reuniu a portas fechadas nesta segunda-feira para discutir a situação no país. A reunião de urgência foi solicitada pela Alemanha. O objetivo da reunião é reavivar uma possível resolução contra Damasco, dizem diplomatas ocidentais.

 

 

Obama se encontrou com o embaixador americano na Síria, Robert Ford, que voltou aos Estados Unidos para consultas com o presidente. Em comunicado conjunto divulgado após as conversas, disseram que o país se manteve firme ao lado do povo sírio e apoia suas demandas por direitos universais e pela transição para um governo democrático.

 

Já a secretária Clinton, que planeja se encontrar com membros da comunidade síria-americana na terça, foi mais além e se referiu diretamente ao governo da Assad. "Pedimos que o regime pare com o massacre agora", repetindo que o presidente sírio perdeu sua legitimidade de governar perante o povo.

 

As condenações dos líderes americanos ocorrem no momento em que ocorre uma nova escalada de violência na Síria. O Exército tem usado tanques para reprimir os protestos na cidade de Hama, onde ao menos 80 morreram no último domingo. Ativistas dizem que as mortes podem chegar a 140 com as vítimas desta segunda.

 

A população síria tomou as ruas em março para protestar contra a falta de liberdade e a linha-dura do governo de Assad, que está há 11 anos no poder. O governo, porém, respondeu com violência e, segundo ativistas, mais de 1.400 pessoas morreram desde então.

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