EUA falam em ajuda do Brasil à Colômbia

O subsecretário de Estado norte-americano, Marc Grossman, afirmou nesta quinta-feira esperar que seu país e o Brasil encontrem meios de colaborar com a Colômbia na luta contra o narcotráfico e a guerrilha e, consequentemente, com a preservação da democracia.Apesar de reconhecer o apoio do presidente Fernando Henrique Cardoso a seu colega colombiano, Andrés Pastrana, Grossman teve o cuidado de declarar que cabe ao Brasil definir sua ação. "Temos de encontrar os meios de os Estados Unidos e o Brasil ajudarem a Colômbia, cuja democracia está sendo subvertida pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)", afirmou Grossman, no Itamaraty."O hemisfério tem de apoiar a Colômbia. Mas o Brasil tem de falar por si." De acordo com Grossman, sua missão no Brasil não foi buscar o apoio do governo brasileiro a uma política norte-americana de ação na Colômbia. Por princípio, o Palácio do Planalto e o Itamaraty defendem uma posição de não-intervenção nos assuntos internos da Colômbia.A atuação do País se limita até agora ao reforço do policiamento nas regiões de fronteira, como meio de impedir uma possível fuga de guerrilheiros e de narcotraficantes para o lado brasileiro da floresta amazônica.Grossman deixou claro que não há intenção do governo americano de compor uma força multinacional de ajuda direta à Colômbia no combate à guerrilha e ao tráfico de drogas. "Não houve nenhuma menção a essa força nas conversas que tive no Brasil. Discutimos o problema da produção de drogas e sua comercialização", afirmou.A guerra interna do governo colombiano com as FARC consumiu nesta quinta-feira boa parte das conversas de Grossman no Itamaraty, onde se reuniu com o secretário-geral das Relações Exteriores, Osmar Chohfi, com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Alberto Cardoso. Outro tema foi o combate ao terrorismo e às atividades ilícitas que o financiam.

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