EUA fazem advertência à Coréia do Norte

O secretário de Defesa americano, Donald H. Rumsfeld, advertiu a Coréia do Norte a não se sentir encorajada pelo fato de o mundo estar com a atenção concentrada no Iraque. "Se eles se sentirem, seria um erro". Numa entrevista coletiva no Pentágono, Rumsfeld repetiu garantias da administração Bush, de que os Estados Unidos podem lidar simultaneamente com mais de um grande conflito militar. A administração Bush, temendo que a Coréia do Norte esteja produzindo uma bomba atômica, também pediu a Pyongyang para reinstalar equipamentos de observação da ONU que o governo norte-coreano desmantelou, num reator nuclear, e evitar retomar os trabalhos no local. A reativação da usina nuclear irá apenas aprofundar o isolamento da Coréia do Norte, considerou uma autoridade da administração. Mas um alto diplomata russo advertiu aos EUA que uma pressão sobre a Coréia do Norte irá fazer aumentar a tensão na Península Coreana. "É contraproducente e perigoso chantagear a Coréia do Norte, com sua grave situação econômica", teria dito o vice-ministro do Exterior Georgy Mamedov, segundo o jornal ?Vremya Novostei?. Enquanto isso, um destacado senador democrata avaliou que a Coréia do Norte oferece um perigo maior aos EUA do que o programa de armas do Iraque. "Existe, neste momento, um perigo maior imediato aos interesses dos EUA, na minha opinião, do que Saddam Hussein", afirmou o senador Joseph Biden, atual presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado. "Se eles quebram os lacres desses bastões (na usina), eles serão capazes de construir mais quatro ou cinco armas nucleares em meses a partir do momento em que começarem a operação de reprocessamento - o que se daria dentro de um ano", opinou Biden. O secretário de Estado Colin Powell discutiu a questão por telefone este fim de semana com autoridades da China, Coréia do Sul, Rússia e Japão.

Agencia Estado,

23 Dezembro 2002 | 15h51

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