EUA fazem nova proposta para programa nuclear norte-coreano

Enviado americano tenta salvar pacto de desmantelamento atômico ameaçado de rompimento por Pyongyang

Agência Estado e Associated Press,

01 de outubro de 2008 | 09h54

O principal negociador nuclear de Washington, Christopher Hill, enviou uma nova proposta nesta quarta-feira, 1, à Coréia do Norte. A intenção de Hill é salvar o pacto de desarmamento anteriormente firmado, em meio aos sinais de atividade em um local de testes no país comunista. Hill chegou até a Coréia do Norte através da zona desmilitarizada entre as duas Coréias, na manhã desta quarta-feira. Nas últimas semanas Pyongyang dá sinais de que pode desistir do acordo.   No meio de agosto, o país interrompeu o fim do programa e começou a reconstruir suas instalações nucleares e, na semana passada, ordenou que monitores das Nações Unidas deixassem o país, violando o acordo internacional. A agência sul-coreana Yonhap informou que aparentemente a Coréia do Norte começou a restaurar o local em que conduziu seu primeiro - e até agora único - teste nuclear, em outubro de 2006.   Hill disse que sua missão é convencer as autoridades norte-coreanas a permitirem um sistema de verificação sobre o programa nuclear do país. "Nós estamos em uma fase muito difícil, muito dura das negociações", afirmou Hill. Pyongyang tem rejeitado os pedidos de verificação dos Estados Unidos e acusou Washington de não cumprir sua parte no acordo, por não retirar o país de uma lista de promotores do terrorismo.   Há ainda a suspeita de que o líder norte-coreano Kim Jong Il sofreu um enfarte em agosto, o que gerou temores sobre uma possível desestabilização na política local. A Coréia do Norte nega que Kim, de 66 anos, esteja doente.   Encontro   Também nesta quarta-feira, funcionários sul-coreanos informaram que militares das duas Coréias se encontrarão nesta quinta-feira. Será o primeiro encontro do tipo desde o novo governo conservador sul-coreano assumir, em fevereiro.   Os dois países permanecem tecnicamente em guerra. O conflito que entre 1950 e 1953 matou milhões de pessoas e dividiu a península terminou em um cessar-fogo, e não em um tratado de paz.   O novo presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, deu declarações duras em relação ao vizinho, o que gerou a ira de Pyongyang. O regime comunista qualificou-o como "traidor". Após meses sem contatos entre os países, a Coréia do Norte propôs na semana passada um encontro entre militares.

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