EUA: filho de neonazista pode ser julgado por parricídio

Quase dois anos após o assassinato do neonazista norte-americano Jeff Hall, de 32 anos, o filho do homem, que na época da morte do pai tinha 10 anos, está sendo levado a julgamento, com a possível acusação de parricídio no Estado da Califórnia. Hall foi morto com um tiro à queima roupa enquanto assistia à televisão no sofá da sala. O menino disse à polícia que usou uma pistola Magnum 357 para matar o pai. Os advogados de defesa afirmam que o menino cresceu em um ambiente de violência familiar e foi doutrinado no nazismo desde a mais tenra idade. Além disso, tem problemas psicológicos e não poderia ser enviado à penitenciária se for condenado.

AE, Agência Estado

30 de outubro de 2012 | 16h17

"Ele foi condicionado para a violência", disse o advogado Matthew Hardy ao jornal The New York Times. "Você precisa se questionar: esse menino sabia que estava fazendo algo errado, baseado em todo esse histórico?", perguntou. A Associated Press não identifica o menino, que não está sendo acusado como um adulto pela promotoria da Califórnia - por causa da idade do menor.

Hall, um encanador de 32 anos que acreditava em criar uma "nação branca" em separado dentro dos EUA, vivia na zona sul de Los Angeles com a namorada e os cinco filhos do primeiro casamento. O menino suspeito de parricídio é o mais velho dos cinco. Ele afirmou que a namorada do pai estava a ponto de abandonar a casa e ele não queria ficar sem a madrasta. A mulher, em depoimento à polícia de Los Angeles, disse que Hall batia na criança sem nenhum motivo, apenas pelo fato de o garoto estar no caminho do pai em um corredor.

Se o tribunal acreditar que o menino matou o pai, ele poderá ficar sob custódia em uma casa de correção na Califórnia até os 23 anos de idade, disse Bill Sessa, porta-voz do Departamento Penitenciário da Califórnia. Atualmente, 900 pré-adolescentes e adolescentes estão internados nesse sistema por crimes graves. "Nós não temos ninguém tão jovem em uma casa de correção", disse Sessa. "Tivemos meninos de 12 anos no passado, mas é raro alguém dessa idade", disse.

As informações são da Associated Press.

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