EUA firmam acordo militar com o Catar

Os Estados Unidos assinaram um pacto de cooperação militar com o Catar, que prevê a ampliação e aprimoramento de quatro bases no país e o converte em um dos principais aliados estratégicos do governo americano num eventual ataque ao Iraque. O acordo oficializa a presença das forças americanas na base de Al-Udeid, que abriga 5 mil soldados americanos e é o maior depósito de material militar dos EUA na região do Golfo Pérsico.Após a assinatura, o secretário ameicano da Defesa, Donald Rumsfeld, e o ministro de Assuntos Interiores catariano, xeque Hamad Bin Yasem al-Zani, declararam que o acordo "nada tem a ver com a crise iraquiana"."O pacto tem como objetivo fortalecer a cooperação estratégica no âmbito da defesa entre dois países amigos e não está dirigido contra ninguém", disse o xeque Al-Zani, numa entrevista coletiva, ao lado de Rumsfeld. Já o chefe do Pentágono também insistiu que o pacto vinha sendo negociado há meses, servirá para ampliar a capacidade militar conjunta e não está relacionado com o Iraque.No entanto, desde segunda-feira, as forças americanas no Catar realizam exercícios simulados em computador, na base de Al-Udeid, para testar a capacidade de ação do Comando Central de seu Exército, que transferiu temporariamente sua sede para este país. O chefe do Comando, o general Tommy Franks, instalou seu QG na outra base dos EUA no país, a de As-Sayliyah.Nos últimos meses, Al-Udeid se converteu em uma das alternativas para o comando das operações em uma eventual intervenção militar no Iraque, depois que a Arábia Saudita se negou a permitir o uso das instalações em seu território para o ataque. A Al-Udeid possui a maior pista para decolagem e aterrissagem na região.Depois da Guerra do Golfo (1991) - desencadeada após a invasão do Kuwait pelo Iraque - os EUA firmaram acordos de cooperação defensiva com quase todos os países do Conselho de Cooperação do Golfo: Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar. A exceção é Omã.O aval da Turquia para o uso de suas bases ainda é incerto. Hoje, o chefe do Partido da Justiça e Desenvolvimento, Recep Tayyip Erdogan, sugeriu a realização de um referendo sobre a participação do país (ou seja, o uso de suas bases pelos EUA) em um eventual ataque ao Iraque. O partido, islâmico, assumiu o governo turco recentemente.Os inspetores de armas da ONU vistoriaram hoje oito instalações industriais iraquianas vinculadas a programas de mísseis, nucleares, bacteriológicos e químicos. Com a chegada de mais peritos esta semana, a equipe da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) conta com 70 pessoas, o que lhe permite realizar inspeções múltiplas num só dia.

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