EUA foram aconselhados a 'sabotar' instalações do Irã, aponta WikiLeaks

'Acidentes inexplicados e ataques cibernéticos' seriam mais eficazes para frear programa nuclear

estadão.com.br

19 de janeiro de 2011 | 10h01

LONDRES - Documentos diplomáticos dos EUA divulgados nesta quarta-feira, 19, apontam que um instituto de segurança alemão aconselho Washington a "sabotar" o programa nuclear iraniano em vez de atacar as instalações nucleares de Teerã diretamente, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

 

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Um telegrama do embaixada americana em Berlim aponta que o Instituto de Segurança e Assuntos Externos, financiado pelo governo alemão, disse a funcionários dos EUA que uma "política de sabotagem" seria mais efetiva que um ataque militar para frear o desenvolvimento nuclear iraniano.

 

Volker Perthes, diretor do instituto, se referiu a ações como "explosões inexplicadas, acidentes, ataques cibernéticos" que seriam "mais eficientes que um ataque militar, que poderia ser devastador para a região", de acordo com o documento.

 

Perthes confirmou ao Guardian os detalhes do documento e reafirmou que "acidentes inexplicados e falhas em computadores" seriam melhores que o militarismo, acrescentando ainda que "um conflito contra o Irã deve ser evitado".

 

No ano passado, o sistema nuclear iraniano foi infectado com um vírus de computador - o Stuxnet - que não causou danos maiores às instalações, mas adiou o início do funcionamento da usina nuclear de Bushehr.

 

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As potências nucleares acreditam que o Irã enriqueça urânio para a fabricação de armas nucleares, já que não abre suas instalações para observadores internacionais. Teerã, porém, nega as acusações e reitera os fins pacíficos de seu programa nuclear.

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