EUA ganham tempo no Oriente Médio e também inimigos

Análise: Matthew Lee, Associated Press

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2011 | 03h04

O governo Barack Obama, que tem tentado ganhar tempo, pode ter feito uma aposta politicamente desastrosa sobre a soberania palestina nas Nações Unidas. Os EUA e os outros membros do Quarteto - ONU, Rússia e União Europeia - respaldaram na sexta-feira prazos específicos para a retomada das negociações de paz entre israelenses e palestinos.

Os EUA esperam que as conversações com o objetivo de estabelecer um Estado palestino consigam persuadir a Autoridade Palestina a desistir de sua estratégia de pedir de forma unilateral o reconhecimento de seu Estado e sua adesão à ONU.

Ao mesmo tempo, os apertados prazos trazem poucas esperanças de sucesso. O Quarteto divulgou um comunicado pedindo a israelenses e palestinos que retornem às negociações e cheguem a um acordo até o fim do próximo ano. O texto apenas menciona as difíceis e antigas questões que palestinos e israelenses precisam resolver em um prazo tão apertado.

Israel é totalmente contra a busca de soberania palestina na ONU, pois quer impor como e quando o futuro Estado será criado. Os EUA, como grandes defensores de Israel, estão agindo como um baluarte. Isso coloca o governo americano contra o governo do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e a opinião pública de árabes e muçulmanos que Obama cortejou. Os EUA prometeram vetar o pedido palestino no Conselho de Segurança, mas não querem a posição de ser o único voto contra no CS, especialmente sobre uma questão - a criação do Estado palestino - que Obama defendeu.

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