EUA: governo e Congresso são contra clemência a Snowden

A Casa Branca e os líderes dos comitês de Inteligência do Congresso norte-americana rejeitaram o pedido de clemência ao ex-analista terceirizado da Agência Nacional de Segurança (NSA), Edward Snowden. "Snowden violou a lei norte-americana", afirmou o conselheiro da Casa Branca Dan Pfeiffer no domingo, sobre o ex-analista, que está asilado na Rússia.

Agência Estado

04 de novembro de 2013 | 15h29

"Ele deve voltar para os Estados Unidos e enfrentar a Justiça", afirmou Pfeiffer, acrescentando, ao ser perguntado, que não são discutidas ofertas de clemência a Snowden.

Snowden fez o pedido em carta entregue a um político alemão e divulgada na sexta-feira. Em carta de uma página, ele pediu clemência das acusações sobre o vazamento de informações secretas da NSA a órgãos de imprensa. "Falar a verdade não é um crime", escreveu Snowden.

As revelações o ex-analista de inteligência, incluindo as acusações de que os Estados Unidos grampearam líderes aliados, como a chanceler alemã Angela Merkel, fizeram com que aliados pedissem o fim da espionagem e levou o Congresso a revisar as leis de vigilância e reduzir os poderes das agências do setor.

Mas a presidente do Comitê de Inteligência do Senado, Dianne Feinstein, disse que se Snowden fosse um verdadeiro delator, ele poderia ter feito as revelações ao comitê, de forma privada. "Isso não aconteceu e agora ele prestou um enorme desserviço ao nosso país", afirmou a senadora democrata. "Eu acho que a resposta é um não ao pedido de clemência."

O presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, deputado Mike Rogers, disse que o pedido de clemência para Snowden é uma "ideia terrível". "Ele precisa voltar e assumir", disse Rogers, que é republicano. "Se ele acredita que há vulnerabilidades no sistema que ele gostaria de revelar, não se faz isso cometendo um crime que, na verdade, coloca as vidas de soldados em risco em lugares como o Afeganistão."

Rogers afirmou que as revelações de Snowden fizeram com que três organizações terroristas mudassem a forma como se comunicam. Fonte: Associated Press.

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