EUA impõem sanções a petrolífera venezuelana

Segundo Washington, medida impedirá a PDVSA de participar de contratos diretos com o governo americano; Caracas avalia impacto de punição

, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2011 | 00h00

WASHINGTON

Os Estados Unidos anunciaram ontem a imposição de sanções contra sete entidades estrangeiras, entre elas a petrolífera estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PDVSA), pelas relações comerciais que mantêm com o Irã.

Com as sanções, a PDVSA não poderá participar de nenhum contrato direto com o governo americano, nem ter acesso a programa de financiamento ou tecnologia americanos. No entanto, a estatal poderá continuar vendendo petróleo aos EUA e vender refinados por meio de sua filiar CITGO, disse o subsecretário de Estado James Steinberg.

Cerca de 10% das importações americanas de petróleo proveem da Venezuela, seu quinto maior exportador mundial com 1 milhão de barris diários, segundo dados oficiais.

A Venezuela manifestou ontem seu profundo repúdio pela sanção "hostil" dos EUA à PDVSA e indicou que avaliará o impacto da medida sobre o fornecimento de petróleo a esse país, declarou o chanceler Nicolás Maduro. Por meio de sua conta na rede social Twitter, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, um estreito aliado do governo iraniano, criticou as sanções americanas. "Sanções contra a pátria de (Simon) Bolívar? Impostas pelo governo imperialista gringo? Pois, boas-vindas Mr. Obama! Não esqueça que somos os filhos de Bolívar", declarou Chávez.

Washington também impôs sanções contra outras 16 entidades e indivíduos estrangeiros, entre elas empresas da China e de outros países por suas relações comerciais com Irã, Síria e Coreia do Norte, vinculadas à produção de armas de destruição em massa ou de mísseis.

A PDVSA entregou ao menos duas cargas de produtos refinados de petróleo no valor de US$ 50 milhões ao Irã entre dezembro e março, informou o Departamento de Estado. Outra empresa venezuelana, a Companhia de Indústrias Militares de Venezuela, já foi sancionada em 2008. / AFP

Dependência

10%

das importações americanas de petróleo proveem da Venezuela

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