EUA impõem sanções contra 8 iranianos acusados de abusos

Segundo o governo americano, eles tiveram responsabilidade pelas violações cometidas após a eleição de 2009

AFP, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2010 | 00h00

WASHINGTON

O governo dos Estados Unidos impôs ontem sanções contra oito funcionários iranianos de alto escalão e afirmou que essa lista pode crescer. A Casa Branca acusa-os de graves violações dos direitos humanos no Irã e abusos durante as eleições presidenciais de 2009.

"Não nos preocupa somente o programa nuclear do Irã, mas também o respeito aos direitos humanos nesse país", declarou ontem a secretária americana de Estado, Hillary Clinton.

O Departamento do Tesouro, que executa as sanções, identificou entre os sancionados o ministro de Bem-Estar Social, Sadeq Mahsouli, e o ex-procurador-geral do Irã, Qolam Hossein Mohseni-Ejei, afastado do cargo em meados do mês passado após ter sido acusado da morte de três opositores em uma prisão em julho de 2009.

Entre os outros punidos estão Said Mortazavi, que chefia a força especial do Irã contra o contrabando; o ministro de Inteligência, Heydar Moslehi; o ministro do Interior, Mostafa Mohammad Najjar; o subchefe da Polícia Nacional, general Ahmad Reza Radan; o subcomandante de Inteligência da Guarda Revolucionária, Hossein Taeb; e o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Jafari. As sanções proíbem transações financeiras dos punidos com empresas e indivíduos americanos e congela os ativos sob jurisdição nos Estados Unidos.

Segundo o Departamento do Tesouro, os oito funcionários faziam parte do Exército, da polícia e do sistema judiciário nos seis meses posteriores à eleição presidencial, durante os quais pelo menos 40 manifestantes foram mortos. Os abusos foram cometidos principalmente durante protestos contra o resultado da votação que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

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