AP Photo/Vahid Salemi
AP Photo/Vahid Salemi

EUA impõem sanções econômicas contra chefe do banco central iraniano

Ação faz parte de estratégia do governo Trump para obrigar Teerã a negociar acordo nuclear sob novos termos

O Estado de S.Paulo

15 Maio 2018 | 15h52

WASHINGTON - Os Estados Unidos aumentaram sua pressão financeira sobre o Irã nesta terça-feira, 15, aplicando sanções ao presidente do banco central do país e impedido que pessoas do mundo inteiro façam negócios com a instituição. A decisão reforça a linha dura do presidente americano, Donald Trump, depois de sua decisão de sair do acordo nuclear com Teerã afetando, consequentemente, as grandes potências europeias.

O diretor do banco central iraniano, Valiollah Seif, foi apontado como um "terrorista global especialmente denominado", assim como outro funcionário, Ali Tarzali, que trabalha na divisão internacional da instituição. O Departamento do Tesouro americano acusou ambos de secretamente canalizarem milhões de dólares para ajudar o Hezbollah - considerado um grupo terrorista pelos EUA - através de um banco iraquiano.

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As ramificações das sanções para a economia iraniana não foram detalhadas, mas os EUA disseram que as punições contra Seif não se estendem ao próprio banco central iraniano. Ainda assim, o governo americano afirmou que impôs "sanções secundárias" aos funcionários do banco, o que poderia aumentar significativamente o isolamento do país no sistema financeiro global.

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Geralmente, quando os EUA punem indivíduos com sanções, também proíbem empresas e cidadãos americanos de fazerem negócio com eles. As sanções secundárias também se aplicam a pessoas e empresas não americanas e proíbem a realização de negócios delas com Seif ou Tarzali. Caso o façam, podem ser punidas e impedidas de atuar no sistema financeiro dos EUA.

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As medidas foram colocadas como parte do conjunto de ações do governo Trump para construir uma coalizão global que pressione o Irã a ponto de fazer o país voltar à mesa de negociações e assinar um novo e mais amplo acordo nuclear. / AP

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