EUA incita países árabes a aumentar exportação à China

O governo de Barack Obama, acelerando os esforços para pressionar o Irã em relação a seu programa nuclear, está encorajando países árabes a aumentar as exportações de petróleo para a China. A intenção é reduzir a dependência que Pequim tem da energia iraniana e a resistência chinesa a sanções econômicas mais duras a Teerã, de acordo com autoridades dos Estados Unidos e da Europa ouvidas pelo Wall Street Journal.

AE-DOW JONES, Agencia Estado

18 de outubro de 2009 | 21h12

A estratégia está produzindo seus primeiros resultados. Os Emirados Árabes Unidos concordaram em aumentar sua exportação para a China para entre 150 mil e 200 mil barris de petróleo diários, dos atuais 50 mil barris diários, nos próximos seis meses, segundo uma autoridade dos Emirados. Segundo essa fonte, Abu Dabi planeja fazer um aumento adicional significativo "dentro dos próximos três anos".

A Arábia Saudita também parece preparada para oferecer à China mais petróleo, para compensar qualquer perda que o país asiático tiver como parte de um esforço internacional para punir o Irã, segundo fontes. O reino também estuda meios de usar suas grandes compras de armas chinesas e produtos de consumo como uma alavanca para convencer Pequim a se distanciar do Irã.

Autoridades iranianas deverão se reunir com representantes dos Estados Unidos, França e Rússia em Viena para tentar concluir um acordo para monitorar melhor e administrar o estoque de urânio enriquecido de Teerã.

Pequim é o segundo maior comprador de petróleo iraniano. O gigante asiático prometeu dezenas de bilhões de dólares em novos investimentos na infraestrutura de petróleo e gás do Irã nos próximos anos. Na semana passada, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, diminuiu as esperanças dos Estados Unidos com relação a uma cooperação sobre o Irã, ao exaltar a relação "ampla e profunda" com Teerã após uma reunião com o vice-presidente iraniano, Reza Rahimi.

A China e a Rússia têm a possibilidade de bloquear novas propostas de sanções que estão sendo discutidas no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). "Nós dissemos aos Estados árabes que expressem diretamente suas preocupações com relação às ações do Irã para a China e a Rússia", afirmou uma autoridade norte-americana envolvida no diálogo. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
ChinapetróleoIrãEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.