EUA indeniza grupo que trabalhou no 11 de setembro

Um grupo de 15 bombeiros que trabalhou nos arredores do chamado "Ground Zero" (Marco Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas) será o primeiro a receber indenizações do fundo de compensação para as vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro, afirmaram autoridades nesta quinta-feira. Os valores individuais variam de US$ 10 mil a US$ 1,5 milhão.

AE, Agência Estado

30 de janeiro de 2013 | 09h29

O fundo de US$ 2,775 bilhões foi criado pelo Congresso para ajudas as pessoas que desenvolveram problemas de saúde, depois de trabalhar no "Ground Zero", assim como em outros locais afetados no Pentágono e em um campo na Pensilvânia.

Sheila Birnbaum, advogada de Nova York responsável pelo fundo, disse que os destinatários vão receber apenas 10% do seu prêmio total em um primeiro momento, porque ela ainda não sabe quantas pessoas vão solicitar a doação ou quão grave serão suas doenças.

Até agora, mais de 16 mil pessoas se registraram para receber auxílio do fundo, mas apenas uma fração muito menor de pessoas, realmente, preencheu a documentação necessária, disseram autoridades. Birnbaum informou que até a semana passada, o fundo tinha recebido menos de 100 candidaturas com solicitações completas.

A advogada também afirmou que pretende estabelecer o limite mínimo em US$ 10 mil para cada pessoas. As doações são calculadas com base em perdas econômicas, dor e sofrimento, o que não inclui outros pagamentos, tais como pensões ou pagamentos de invalidez por acidentes.

Dois anos atrás, o Congresso aprovou a criação do fundo de compensação. Do total de US$ 2,775 bilhões, a lei permite que apenas US$ 875 milhões sejam disponibilizados durante os primeiros cinco anos. Devido a essa estrutura, o fundo está fixando os montantes a serem pagos agora, mas só os doará ao longo dos anos.

As informações são da Dow Jones.

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