EUA intensificam ataques contra Al-Qaeda no Paquistão

Pentágono teme que novo governo do Paquistão ponha mais impedimentos às operações americanas no país

27 de março de 2008 | 22h08

As forças americanas intensificaram seus ataques aéreos contra supostos terroristas talibãs e da Al-Qaeda nas zonas tribais do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão, informou nesta quinta-feira, 27, o jornal The Washington Post. A ofensiva acontece porque o Pentágono teme que no futuro um novo governo do Paquistão, recém formado pela oposição ao presidente Pervez Musharraf, coloque mais impedimentos às operações militares americanas no país.   Veja também: Paquistão quer ''posição comum'' na guerra ao terrorismo   Calculando que o poder de Musharraf diminua - já agora que ele tem de fazer frente a um governo e maioria parlamentar que lhe são hostis - os EUA pretendem aproveitar para atacar às estruturas da Al-Qaeda, informaram fontes ouvidas pelo jornal.   Durante os últimos dois meses, aviões americanos bombardearam pelo menos três locais onde estariam membros do grupo terrorista. Os ataques aconteceram em "um entendimento tácito" com Musharraf e o chefe do exército do Paquistão, o general Ashfaq Kayani, que permite aos EUA atacar os combatentes estrangeiros em território paquistanês, mas não inclui os talibãs paquistaneses.   Os ataques mataram cerca de 45 combatentes estrangeiros,principalmente árabes e afegãos, afirmaram ao Washington Post funcionários americanos e paquistaneses. Na terça-feira, 25, o novo primeiro-ministro do Paquistão, Yusuf Raza Gillani, foi empossado por Musharraf. Gillani, do Partido do Povo do Paquistão (PPP), da ex-líder oposicionista Benazir Bhutto, anunciou que ordenará a libertação de todos os juízes que foram detidos durante o regime de emergência instaurado por Musharraf em novembro.   O premiê teve uma votação esmagadora no Parlamento, derrotando Chaudhry Pervez Elahi, aliado de Musharraf, por 264 votos a 42 e fazendo desta a primeira vez em 12 anos que o PPP lidera o governo do Paquistão.  

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