EUA intensificam ofensiva contra Tabelan no Afeganistão

Equipes de reconhecimento de elite da Infantaria da Marinha dos Estados Unidos foram levados em helicópteros hoje para trás das linhas do Taleban. Enquanto isso, as tropas encabeçadas pelos norte-americanos intensificavam os esforços para romper a resistência em Marjah, no sul do Afeganistão. Mais de 20 marines foram levados antes do amanhecer a uma área onde operam atiradores de elite do Taleban, disse um funcionário que pediu anonimato. Outras brigadas dos EUA e soldados afegãos começaram a marchar rumo ao sul.

AE-AP, Agencia Estado

19 de fevereiro de 2010 | 12h19

A ofensiva, que já dura uma semana, é a maior desde a invasão do Afeganistão, encabeçada pelos EUA em 2001. A ação faz parte da estratégia do presidente Barack Obama para reverter o fortalecimento do Taleban, ao mesmo tempo em que protege civis.

Vários moradores entrevistados afirmaram que parte dos rebeldes do Taleban na área não é afegã. "Alguns são daqui, outros são do Paquistão. Alguns são de outros países, mas não nos deixam nos aproximar deles, por isso não sei de onde são", afirmou o camponês Mohammad Jan, de 35 anos, pai de quatro filhos, que ganha a vida cultivando papoula, a matéria-prima do ópio.

Um comunicado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirma que as tropas enfrentam ainda "alguma resistência" dos insurgentes. Segundo o texto, as bombas de fabricação caseira são a principal ameaça às tropas aliadas e afegãs.

Seis soldados da coalizão morreram ontem, afirmou a Otan, sendo este o dia mais mortífero para os aliados desde o início da ofensiva. A cifra total de mortos até agora é de 11 soldados da Otan e um do Afeganistão. Não foram divulgados números precisos sobre os rebeldes mortos, mas oficiais de alta patente dos EUA, pedindo anonimato, afirmaram que relatórios de inteligência sugerem que o número passe de 120.

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