Luke Montavon/AFP
Luke Montavon/AFP

EUA investigam grupo de agentes fronteiriços no Facebook com piadas sobre imigrantes e políticos

Criado em agosto de 2016 e com mais de 9 mil membros, fórum é apresentado como espaço de 'diversão' e 'sério', mantendo montagens e comentários ofensivos

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2019 | 22h28

WASHINGTON - Autoridades americanas disseram nesta segunda-feira, 1, que abriram uma investigação contra um grupo no Facebook composto por agentes e ex-agentes da Patrulha Fronteiriça cheio de piadas sobre a morte de imigrantes e observações racistas e sexistas, inclusive contra legisladores latinos.

O gabinete de Aduanas e Proteção Fronteiriça (CBP, na sigla em inglês) disse que iniciou a investigação depois de descobrir a "atividade perturbadora em redes sociais organizada em um grupo no Facebook privado que pode incluir vários funcionários". 

O site de notícias independente ProPublica revelou, nesta segunda-feira, a existência do grupo, que teria sido criado em agosto de 2016 e tem cerca de 9.500 membros. 

O fórum, chamado "Eu sou 10-15", codinome para o código de "presos sob custódia", é apresentado como um espaço de "diversão" e "sério" que permite que os membros discutam "apenas" o seu trabalho. 

Mas os comentários são muitas vezes irônicos ou insultuosos, informou a ProPublica, que publicou printscreens de mensagens, incluindo fotomontagens falsas de Alexandria Ocasio-Cortez, congressista democrata de Nova York, participando de atividades sexuais, inclusive com o presidente Donald Trump.

De acordo com a ProPublica, uma mensagem questiona a autenticidade da foto chocante que se tornou viral na semana passada de um imigrante salvadorenho e sua jovem filha encontrados mortos às margens do rio Bravo, que separa os Estados Unidos e o México. 

"Eu nunca vi boias como essas", diz um membro do grupo, destacando como os cadáveres estão "limpos". 

A ProPublica disse que a foto foi tirada por um fotógrafo da agência de notícias Associated Press, "e não há indícios de que tenha sido adulterada". / AFP             

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