EUA investigam se Boeing que caiu na África era roubado

Autoridades dos Estados Unidos investigam se o Boeing 727 destruído em um trágico acidente no dia de Natal, na África, era o mesmo aparelho dado como desaparecido em Angola, em meados de 2003. Nesta sexta-feira, um piloto canadense de vôos humanitários disse ter visto na Guiné, em junho - um mês após o desaparecimento - um 727 com o mesmo número do avião sumido.A numeração antiga, pintada na causa do aparelho, havia sido apagada e coberta - de forma imperfeita - e o aeroplano teria sido registrado novamente na Guiné e voado pela Union des Transports Africains, uma empresa do Líbano, diz o piloto Bob Strothers.O 727 que caiu ao largo da costa de Benin no dia de Natal, matando pelo menos 130 pessoas, de 161 a bordo, também tinha registro da Guiné e era operado pela Union des Transports Africains. A denúncia de Strothers não é nova, mas o mistério se aprofundou após o desastre do Natal.Quando o 727 desapareceu de Angola, em 25 de maio, os EUA iniciaram uma caçada mundial ao aparelho, temendo que ele viesse a ser usado num ataque como os de 11 de setembro de 2001. Hoje, a mídia libanesa sugeriu que os dois aviões seriam o mesmo, mas especialistas fizeram pouco caso da história, dizendo que o avião destruído na Guiné parecia muito mais velho que o desaparecido em Angola.Fontes do governo americano dizem que as autoridades estão ?cientes? das suspeitas, e que elas estão sendo investigadas.

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